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GESTÃO DE LAVOURAS

Produtor de soja em MS tem até 10 de janeiro para declarar área

Produtor de soja em Mato Grosso do Sul deve declarar áreas até 10 de janeiro para reforçar controle da ferrugem asiática.

Técnico observa lavoura de soja com tablet na mão durante vistoria sanitária
Declaração obrigatória das áreas de soja auxilia no monitoramento da ferrugem asiática em Mato Grosso do Sul. Foto: Gerada por IA | Adriano Hany

Produtores de soja de Mato Grosso do Sul precisam ficar atentos ao prazo para declaração anual das áreas cultivadas. A Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) definiu o dia 10 de janeiro como data-limite para o envio das informações. A exigência vale para todos os produtores que integram as ações do Programa Estadual de Defesa Vegetal.

A declaração é feita diretamente no site da Iagro, por meio de uma plataforma de serviços. Dessa forma, o procedimento se torna mais ágil e acessível, embora continue obrigatório. Como o período coincide com festas de fim de ano e viagens, a orientação é não deixar para a última hora, justamente para evitar problemas e eventuais penalidades.

Ferrugem asiática continua sendo risco para a safra

A medida está diretamente ligada ao monitoramento da ferrugem asiática, doença causada por fungo que atinge lavouras de soja e exige vigilância constante. Há mais de duas décadas, o produtor brasileiro convive com a presença desse fungo e, ao longo do tempo, precisou adaptar as estratégias de controle.

Conforme dados citados na programação, o consórcio antiferrugem – mantido pela Embrapa e instituições parceiras – registra atualmente dois focos de ferrugem asiática em lavouras comerciais de Mato Grosso do Sul, ambos localizados no município de Sete Quedas, na região sudoeste do estado. Além disso, há registros em outros estados, como Paraná e São Paulo. No total, são 20 focos notificados no país até o momento.

Cadastro fortalece fiscalização e uso racional de defensivos

A declaração das áreas permite que os órgãos de defesa sanitária acompanhem de forma mais precisa a evolução da safra. Assim, é possível cruzar informações de localização, época de plantio e histórico de ocorrência da doença. Com isso, a fiscalização ganha mais eficiência e o produtor também passa a ter acesso a informações atualizadas sobre o avanço da ferrugem.

Além disso, o cadastramento contribui para o uso mais racional de defensivos, já que políticas de manejo integrado se apoiam em dados concretos de ocorrência. Ao saber exatamente onde a doença se manifesta, as equipes técnicas conseguem orientar melhor o momento de aplicação, a rotação de produtos e o respeito às janelas de semeadura.

Sanidade como fator de competitividade

O controle da ferrugem asiática não é apenas uma questão de produtividade individual. Ele interfere diretamente na competitividade da soja sul-mato-grossense frente a outros estados e países. Portanto, cumprir o prazo de 10 de janeiro não é mera formalidade burocrática.

Ao manter o cadastro em dia, o produtor colabora com a defesa vegetal e reduz o risco de perdas significativas na lavoura. Em um cenário de margens apertadas e mercado externo exigente, a sanidade da safra continua sendo um dos pilares para garantir renda e acesso a novos mercados.