
O calor intenso registrado em Mato Grosso do Sul neste início de ano tem pesado no bolso de famílias que passam mais tempo em casa durante as férias escolares. Na residência da dona de casa Maria de Carvalho, 65, onde vivem cinco pessoas e que ainda recebe visitas frequentes das netas, a conta de energia elétrica chegou a R$ 700 nos meses mais quentes.
“De manhã ainda é mais tranquilo, tem um ventinho. Mas depois da uma da tarde começa a esquentar muito. À noite fica insuportável”, relata Maria. Segundo ela, o aumento do consumo é inevitável diante das altas temperaturas. “Quando o calor aperta, a conta de luz cresce bastante. É o que está acontecendo aqui em casa.”
A principal alternativa encontrada pela família é o uso do ventilador, que consome menos energia. “A gente tenta usar mais o ventilador para não pesar tanto no fim do mês. Mas tem dia que não tem como. O ventilador não dá conta e acaba ligando o ar-condicionado, principalmente à noite”, afirma.
De acordo com Maria, fora do período de calor intenso, a conta mensal gira entre R$ 400 e R$ 500. Nos meses mais quentes, o aumento varia de R$ 200 a R$ 250. “Janeiro já é complicado, tem mais contas para pagar. Aí vem a luz mais alta ainda”, diz.
Para tentar reduzir os gastos, a família alterna os aparelhos ao longo do dia. “A gente toma banho frio, liga o ventilador, depois liga um pouquinho o ar-condicionado, desliga e volta para o ventilador. É desse jeito que a gente está tentando passar esse calor”, conta.
Impacto do Calor e Alternativas de Economia
O cenário enfrentado pela família de Maria reflete uma realidade comum em todo o Estado. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão indica que janeiro seguirá com temperaturas acima da média histórica em Mato Grosso do Sul, especialmente na região Centro-Oeste do Estado.
Diante desse cenário, a coordenadora comercial da Energisa, Aline Mesquita, reforça que pequenas mudanças de hábito podem ajudar a conter o consumo. “Não é preciso abrir mão do conforto. Planejar o uso da geladeira, evitar aparelhos em stand-by, apagar luzes em ambientes desocupados e aproveitar a ventilação natural fazem diferença no valor final da conta”, orienta.
Ela destaca ainda que o consumo consciente deve envolver toda a família, especialmente nos horários de pico, entre 17h e 21h, quando o sistema elétrico é mais exigido.
Com a previsão de manutenção do calor nas próximas semanas, especialistas alertam que atenção ao uso dos aparelhos e adoção de hábitos mais eficientes são fundamentais para evitar surpresas no orçamento doméstico.