A Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS) informou que a família de Emanuelly Victoria Souza, de seis anos, vinha sendo acompanhada pelo Cras Guanandi desde fevereiro, após solicitação do Conselho Tutelar Sul. Na época, a equipe técnica realizou entrevista e estudo social, constatando situação de vulnerabilidade devido à falta de renda e insegurança alimentar.
Segundo a SAS, a família recebeu uma cesta básica e foi convidada a participar de programas que promovem visitas domiciliares e orientações sobre desenvolvimento infantil. A secretaria informou, porém, que os serviços foram recusados pelos responsáveis, que aceitaram apenas a doação de alimentos.
O Conselho Tutelar, por sua vez, informou que a família vivia em situação de extrema vulnerabilidade, com dificuldades financeiras, mas sem registros anteriores de abuso sexual. A criança frequentava regularmente a escola e estava matriculada na rede municipal.
Havia denúncias pontuais de maus-tratos, mas sem constatação de agressões ou hematomas nas visitas feitas pelos órgãos de proteção. O acompanhamento envolvia assistência social, saúde e intermediação com políticas públicas.
O caso
Emanuelly desapareceu na manhã de quarta-feira (27) e foi encontrada sem vida horas depois, no banheiro de uma casa na Vila Carvalho, em Campo Grande. A menina apresentava sinais de violência sexual.
Imagens de câmeras de segurança registraram a criança caminhando ao lado do suspeito, Marcos Willian Teixeira Timóteo, conhecido como “Gordinho”. Ele foi localizado no dia seguinte na região do Inferninho e morreu após confronto com a polícia.
Marcos, de 20 anos, já tinha passagens por estupro de vulnerável e possuía mandado de prisão em aberto.