
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul concluiu a investigação que apurou um furto de grande valor ocorrido em um atacadista localizado no município de Dourados. A ação criminosa resultou em um prejuízo estimado em cerca de R$ 35 mil em mercadorias e envolveu a atuação coordenada de um grupo, com divisão de tarefas e apoio interno para a execução do crime.
O caso foi conduzido pela Segunda Delegacia de Polícia de Dourados, que conseguiu identificar todas as envolvidas e esclarecer a dinâmica utilizada para subtrair os produtos sem levantar suspeitas imediatas. Segundo a apuração, as autoras agiram de forma previamente ajustada, demonstrando conhecimento da rotina do estabelecimento e dos itens de maior valor comercial.
Atuação planejada e foco em produtos de alto valor
As investigações apontaram que o grupo entrou no atacadista com o objetivo claro de subtrair mercadorias específicas, priorizando produtos de maior valor econômico em diferentes setores da loja. Para viabilizar o furto, as suspeitas contaram com a colaboração de uma funcionária do próprio estabelecimento, o que facilitou a circulação pelo interior do mercado e reduziu o risco de abordagem durante a ação.
Os produtos eram ocultados de maneira estratégica, evitando a detecção por sistemas de vigilância e fiscalização interna. Após deixarem o estabelecimento, as mercadorias eram levadas até um veículo que dava suporte à empreitada criminosa, garantindo o transporte rápido do material subtraído.
Participação de adolescente agrava situação penal
Durante o aprofundamento das diligências, a Polícia Civil identificou a participação de uma adolescente de 13 anos no crime. A utilização de menor de idade para a prática criminosa foi considerada um dos pontos mais graves da investigação, resultando na imputação de crime específico previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente.
A atuação da adolescente ocorreu em conjunto com as demais investigadas, reforçando o caráter organizado da ação e a divisão de funções dentro do grupo.
Indiciamento e apreensão de veículo
Com base no conjunto de provas reunidas, incluindo imagens, depoimentos e análise da movimentação das mercadorias, as investigadas foram formalmente indiciadas pelos crimes de furto qualificado, caracterizado pelo abuso de confiança e pelo concurso de pessoas, além da infração relacionada ao envolvimento de menor.
O veículo utilizado para dar suporte logístico ao furto foi apreendido, após ser diretamente vinculado à prática criminosa. A apreensão visa tanto assegurar a instrução do processo quanto impedir a reutilização do automóvel em novos delitos.
Pedido de prisão preventiva foi indeferido
Diante da gravidade dos fatos e da organização demonstrada pelo grupo, a autoridade policial representou pela decretação da prisão preventiva das investigadas. O pedido, no entanto, foi indeferido pelo Poder Judiciário, que optou pela continuidade da persecução penal sem a imposição da medida extrema neste momento.
A Polícia Civil informou que a decisão judicial não compromete o andamento do processo e que as investigações foram concluídas com robustez probatória suficiente para responsabilização das envolvidas.
Compromisso com o combate a crimes patrimoniais
Em nota, a Polícia Civil reafirmou o compromisso com o enfrentamento qualificado aos crimes contra o patrimônio, destacando a importância da investigação técnica e da responsabilização penal dentro dos limites legais e constitucionais.
*Com informações da Polícia Civil/MS