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OPERAÇÃO POLICIAL

Polícia prende suspeitos de golpe milionário com cartões

Operação Chargeback cumpre cinco prisões e 15 mandados de busca em Campo Grande

Operação Chargeback
Grupo é investigado por fraude eletrônica e lavagem de dinheiro Foto: PCMS

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS) prendeu cinco pessoas durante a deflagração da Operação Chargeback, realizada nesta terça-feira (20) em Campo Grande. A ação também cumpriu 15 mandados de busca e apreensão contra um grupo suspeito de envolvimento em crimes de fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de capitais.

A operação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (GARRAS), com coordenação do Departamento de Polícia Especializada (DPE) e apoio da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (DENAR), Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF), Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos (DEFURV) e Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Investigação e Operação Chargeback

De acordo com as investigações, o grupo atuava desde 2023 aplicando golpes por meio de máquinas de cartão e cartões de crédito de terceiros, obtidos de forma ilícita. Os suspeitos simulavam vendas, solicitavam a antecipação dos valores junto às instituições financeiras e, posteriormente, os verdadeiros titulares dos cartões contestavam as transações.

Segundo a Polícia Civil, o prejuízo causado às instituições financeiras já ultrapassa R$ 4 milhões. Em razão da apuração, a Justiça autorizou as prisões cautelares, além do bloqueio de bens e valores dos investigados.

Apreensões e Bloqueio de Bens

Durante a operação, houve o bloqueio judicial de aproximadamente R$ 2 milhões em contas bancárias ligadas ao grupo criminoso. Também foram apreendidos uma pistola Glock com numeração adulterada, carregadores, cerca de 100 munições calibre 9 mm, oito máquinas de cartão, aproximadamente 40 cartões de crédito, um veículo importado, além de celulares, computadores e outros equipamentos.

Os presos permanecem custodiados e à disposição da Justiça. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e apurar o total do prejuízo causado pelo esquema.