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Falta de chuvas pode comprometer produção de soja no estado

Por Éder Campos
11/12/2018 • 07h43
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Em boletim técnico divulgado no último dia 7, a Aprosoja de Mato Grosso do Sul, relata que as lavouras de soja no Estado seguem em bom desenvolvimento vegetativo nesta safra 2018/19.
Não há grandes ocorrências agronômicas que prejudiquem a cultura.
As principais informações levantadas pela entidade referem-se a área plantada, pluviosidade, plantas daninhas, pragas, doenças, aplicações de produtos fitossanitários.
Para a Soja 1ª safra 2018/2019, estima-se uma área plantada de 2,840 milhões de hectares, com uma produção aproximada de 10,053 milhões de toneladas. A produtividade média deve manter-se em 59 sc/ha.
Em comparação aos dados da safra anterior (2017/2018) estima-se aumento de área plantada em aproximadamente 4,9%, passando de 2,700 milhões para 2,840 milhões de hectares.
Quanto ao volume há uma expectativa de aumento de 4,6% em relação aos 9,584 milhões de toneladas na safra 2017/2018, passando para 10,053 milhões de toneladas nesta safra. A produtividade está estimada em 59 sc/ha.  Em 2013 eram 46.7 sacas por hectare, um aumento de 26,5%.
De modo geral em todas as regiões produtoras do estado as plantações estão em bom estágio de desenvolvimento.
Quantos as aplicações de produtos fitossanitários os sojicultores estão cumprindo bem as recomendações;
-  herbicidas entre 2 e 3 aplicações,
-  inseticidas entre 0 e 4 aplicações, fungicidas entre 0 e 2 aplicações.

Plantas daninhas e pragas
As ocorrências de plantas daninhas, como buva e capim amargoso, estão classificadas como baixa e alta incidência.  A trapoeraba em média incidência. Erva quente em baixa incidência.
Quanto as pragas, a lagarta da soja classificada com baixa incidência. Lagarta falsa medideira, percevejo marrom e vaquinha entre baixa e média incidência. Percevejo verde, percevejo verde pequeno e percevejo barriga verde em média incidência.
Havia uma grande preocupação com a ferrugem asiática que apareceu pontualmente em algumas áreas da região sul, mas o clima seco dos últimos dias sufocou seu desenvolvimento. O mofo Branco, oídio e mancha alvo estão em baixa incidência.

Falta de chuvas
Na Circular Técnica da Aprosoja, o Siga MS, emitida no último dia 7, a situação das lavouras nos aspectos sanitário e nutricional, no momento, encontram-se favorável e bem nutridas. O índice pluviometrico, medido entre 30 de novembro até 06 de dezembro, revela que maioria das regiões produtoras não teve volume suficiente para seguir com o desenvolvimento vegetativo das plantas, mas ainda não foram afetadas profundamente.
De acordo com Dirceu Broch da MS Integração, a questão agora é o estresse hídrico, há 15 dias  não chove de maneira consistente. "Esse período de longa estiagem pode trazer quebra significativa. Por enquanto, o risco não é grande, mas se não chover nos proximos dias, a situação não será boa", diz Broch.

Como cada variedade tem um estágio de desenvolvimento, isso pode acarretar perdas menores caso chova até o dia 17. No entanto, a previsão mostra que somente haverá chuvas abundantes em 24 de dezembro.

 

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