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Campo Grande, 22 de fevereiro

Retomada da UFN3 ainda depende de aprovação interna na Petrobras

Conselho Administrativo precisa aprovar o Plano Estratégico da companhia com o orçamento para os próximos 5 anos

Por Gerson Wassouf
10/11/2023 • 13h30
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Em entrevista exclusiva à Rádio CBN Campo Grande, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet explicou o motivo do cancelamento, nesta semana, da vistoria técnica às instalações da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN3), que teria as presenças do presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, e do vice-presidente da República, Geraldo Alckhmin, em Três Lagoas.

Tebet informou que a votação da Reforma Tributária no Senado e uma reunião de Prates com Lula na mesma data inviabilizaram a agenda em Mato Grosso do Sul. Apesar da proposta de retomada das obras da fábrica não ter sido oficializada, a ministra acredita que a visita à UFN3 possa ocorrer entre dezembro e janeiro/24.

Simone Tebet e o governador Eduardo Riedel durante evento nesta sexta-feira

"Estrategicamente, é melhor a gente reagendar a visita para depois da reunião que vai ter dia 30 de novembro na Petrobras para decidir o plano estratégico, porque ali que vai constar a retomada ou não da fábrica. A gente acredita que vai acontecer, mas não podemos dar certeza, pois falta a votação dos conselheiros, mas estamos otimistas para isso [...] Então, é melhor esperar a deliberação do conselho administrativo da Petrobras e, a partir daí, a gente consegue trazer o presidente da Petrobras e, quem sabe, em meados de dezembro ou janeiro, até o Presidente da República", explicou a ministra.

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O novo plano estratégico 2024-2028 da companhia ainda está sendo construído e depende de aprovação da Diretoria Executiva e do Conselho de Administração da Petrobrás.

Além da vistoria técnica de autoridades dos governos federal e estadual às instalações da UFN3, também foi cancelada uma reunião da comitiva federal com 180 empresários de Mato Grosso do Sul, agendada  para a última quarta-feira (8), em Campo Grande.

Nesta nesta sexta-feira (10), Simone Tebet cumpriu agenda pública em Campo Grande - participou do “Dia D” na segurança pública, 3ª Operação SULMaSSP. A ministra fez questão de se explicar sobre o posicionamento adotado no início deste ano, quando foi à favor da suspensão da venda da UFN3. Na ocasião, ela apoiou a decisão da Petrobras em interromper o processo de competição entre empresas. Tebet disse que foi mal interpretada.

"Sei que sofri um desgaste imenso na minha imagem quando impedi a venda da fábrica para uma empresa privatizar. E as pessoas não entenderam isso. Não é pela venda, é porque a empresa não ia terminar a obra, ia transformar a fábrica em uma misturadora, nós íamos gerar 10% dos empregos que poderíamos gerar, talvez 50 ou 70 empregos só. Seria um crime com o Brasil, um crime com o agronegócio, porque a gente não produziria fertillizantes e continuaria importando da Rússia", concluiu.

 

 

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