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Três Lagoas, 15 de julho

Acervo Histórico

Leia o Editorial do Jornal do Povo, da edição deste sábado (1°)

Por da Redação
01/06/2024 • 06h30
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Três Lagoas está prestes a completar 109 anos e boa parte da sua história já está se perdendo pela falta de um museu que deveria abrigar objetos relevantes que marcam na lembrança feitos e acontecimentos verificados ao longo do tempo. Igualmente, faz falta para a cidade um arquivo oficial da municipalidade para abrigar e conservar documentos que são produzidos por organismos da administração pública, os quais registram atos e fatos que marcam formalmente o desenvolvimento socioeconômico e cultural da nossa comunidade.

Contamos com a Biblioteca Municipal Rosário Congro, um repositório da nossa memória, cujo acervo de livros assegura a leitura de obras consagradas pela literatura clássica, moderna e contemporânea, as quais transmitem, também, conhecimentos sobre a história universal e pátria. Lá se encontram obras de autoria de escritores locais que enfocam na prosa excelentes contos e na poesia escritos que elevam e estimulam o leitor para o crescimento pessoal e da própria alma. Os benefícios da leitura são magníficos porque promovem a evolução do ser humano.

Mas, inquestionavelmente, é de extrema relevância termos em Três Lagoas um museu que reúna objetos que simbolizem a formação da nossa identidade cultural e que preservem os valores da nossa gente. É preciso assegurar conhecimento e transmitir para as gerações futuras a importância de cada objeto simbolizando as fases da nossa história. A constituição de um acervo reunindo peças que ajudam a reconstruir a trajetória de um povo, exige também a formação de equipe com pessoas especializadas, para  dar forma ao acervo que se pretende abrigar sob o teto de um prédio, que deverá ter uma configuração adequada para as finalidades de um museu.

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Igualmente, deverá haver o concurso de pesquisadores e de pessoas especializadas para dar forma e relevância ao acervo que se constituirá em atração para a visitação pública curiosa em conhecer a história de cada objeto e dos personagens que com eles estiveram envolvidos.

Coletar e sistematizar objetos que constituirão o acervo, que contará a história de cada item exposto no museu que falta à cidade, é providência que desafia nossas autoridades. Não podemos amontoar peças com rótulo de históricos.

É preciso expô-las com descrição do que representam, e, sobretudo, torná-las atrativas aos olhos daqueles que buscarão conhecimento ao visitarem um prédio destinado para ser uma instituição a serviço da sociedade, transformando-se pela sua relevância em um centro de pesquisa e conservação, além de colecionar o patrimônio que representa formação da identidade cultural que queremos preservar.    

 

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