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Três Lagoas, 22 de abril

Ações em Três Lagoas buscam reduzir a proliferação do mosquito transmissor da dengue

Estudos apontam para a previsão de mais casos de dengue a curto prazo no munícipio, segundo a secretária municipal de Saúde, Elaine Fúrio

Por Any Galvão
28/02/2024 • 14h26
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O alto índice de proliferação do mosquito da dengue, em Três Lagoas, especialmente na região Central do município, tem preocupado as autoridades de saúde. Por esse motivo, órgãos e programas de saúde do governo do estado e da prefeitura municipal estão realizando diversas ações para reduzir os impactos causados pela doença.

O coordenador do setor de Endemias, Alcides Ferreira, destaca que uma das medidas adotadas foi a realização de um evento de conscientização na região Central, que ocorreu na terça-feira (27), e contou com drones para fiscalizar os telhados dos estabelecimentos comerciais. 

A secretária municipal de Saúde, Elaine Fúrio, alerta que os estudos apontam para a previsão de mais casos de dengue a curto prazo e enfatiza a importância da atuação conjunta com a população. Agentes comunitários de saúde também têm percorrido a região Central, visitando estabelecimentos como de rotina.

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Devido ao aumento dos casos de dengue, Covid-19 e leishmaniose, muitas pessoas podem confundir os sintomas das três doenças. A leishmaniose se manifesta de forma lenta, com sintomas como febre, anemia e cansaço, podendo evoluir para casos mais graves se não for tratada. Os sintomas da Covid-19 e da dengue surgem repentinamente e são mais agudos, mas apresentam algumas diferenças, conforme explica o médico da família e comunidade, Vinícius Neves.

O tratamento da dengue requer uma hidratação mais intensiva do paciente, com uma ingestão mínima de 60 ml de água por kg de peso corporal. Medicamentos anti-inflamatórios, corticoides e remédios que combatem parasitas não são recomendados para o tratamento desses casos.

Tanto a leishmaniose quanto a dengue são transmitidas por picadas de mosquitos, que podem ser encontrados em um mesmo ambiente, alerta o médico. Em Mato Grosso do Sul, o boletim epidemiológico estadual confirmou 1.602 casos de dengue, com três mortes registradas em 2024. Uma das vítimas é um bebê com um mês de vida, no município de Maracaju.

Em Três Lagoas, foram confirmados 31 casos positivos para o vírus, sem registro de mortes. O município tem uma taxa de incidência da doença avaliada como média em nível estadual. Segundo levantamento do setor de Saúde, mais de 80% dos criadouros do mosquito são encontrados nos quintais das residências na cidade.

É importante lembrar que medidas simples podem contribuir para evitar a proliferação do mosquito, como colocar areia nos vasos de plantas, trocar e lavar a água dos recipientes dos animais diariamente, e limpar as calhas e cobrir todos os locais que possam acumular água.

Confira a reportagem completa abaixo:

 

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