RÁDIOS
Três Lagoas, 13 de julho

Dia do Orgulho LGBTQIAP+ é celebrado em 28 de junho

Sigla inclui diversas orientações sexuais e identidades de gênero

Por Any Galvão
28/06/2024 • 12h35
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Nesta sexta-feira, 28 de junho, celebra-se o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAP+. A data é fundamental para reconhecer e reafirmar a importância da diversidade de gênero e orientação sexual ao redor do mundo. 

A data é celebrada mundialmente e remonta à Rebelião de Stonewall, em Nova Iorque, em 1969. Este acontecimento marca o início da luta pelos direitos das pessoas da comunidade LGBTQIAP+. O movimento é simbolizado pela bandeira do orgulho, criada em 1978, que possui seis cores, cada uma com um significado diferente: o vermelho representa a vida; o laranja siginifica a saúde; o amarelo, o sol; o verde, a natureza; o azul, a arte; e o roxo, o espírito. Existem, também, versões da bandeira que incluem cores representando a comunidade trans, a luta antirracista e o orgulho das pessoas intersexo.

Ao longo do tempo, a sigla LGBTQIAP+ foi se expandindo para incluir diversas orientações sexuais e identidades de gênero. O L representa as lésbicas; o G para gays; o B para bissexuais; o T para transgêneros, travestis e transsexuais; o Q para queers; o I para intersexo; o A para assexuais; o P para panssexuais; e o + que inclui não binários, drag queens e outras identidades. 

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Três Lagoas conta com o único Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas LGBTQIAP+ no estado de Mato Grosso do Sul. Com 9 anos de existência, os membros atuam no debate de políticas públicas voltadas para a comunidade, como explica o presidente, Edmilson Cruz. “As pessoas precisam vir até o conselho para conhecerem o que é proposto dentro do nosso município, garantindo assim seus direitos. Isso é extremamente importante não apenas para a comunidade LGBT, mas para todos conhecerem e participarem das ações que são promovidas pelos órgãos institucionais. É essencial que tanto a população quanto os órgãos conheçam o trabalho do conselho e as políticas implementadas. No nosso estado, temos 22 metas do Pacto MS+Amor para que os municípios realizem, visando melhorar a qualidade de vida, abrangendo áreas como moradia, emprego, saúde integral e justiça para todos os cidadãos”.

Nesta sexta-feira (28), o conselho se reúne para debater o tema "Transsexualidade em ambiente escolar". A roda de conversa será às 18h, no prédio do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinted), localizado na rua Zuleide Pérez Tabox, número 836, no Centro de Três Lagoas. Após o encontro haverá um happy hour.

Para muitos, descobrir-se como LGBTQIAP+ em um ambiente onde o preconceito ainda prevalece pode ser uma experiência dura e hostil, resultando em tristes consequências. No entanto, há lugares onde a diversidade é compreendida e acolhida.

A social media Ellora Félix considera como um privilégio receber apoio familiar em casa durante o processo. “Tudo aconteceu muito cedo e rápido. Aos 10 anos de idade, comecei a me descobrir e a me entender. No meio da adolescência, comecei a despertar a mulher que existia dentro de mim e que queria sair para fora. Sempre tive essa vontade, tanto que em eventos, situações da escola e no teatro, onde sempre estive envolvida com arte, eu queria me vestir como mulher. A partir daí, descobri que não era apenas um personagem, mas parte da minha própria identidade. Desde então, comecei minha transição e sempre tive o apoio da minha mãe. Atualmente, moro só com ela, pois meus pais são separados. Temos uma relação incrível e bem estruturada, e ela sempre me apoiou. Fico emocionada ao falar dela, pois sempre esteve ao meu lado”.

Para ela, o suporte da família e amigos foi crucial, formando a base necessária para se posicionar em uma cidade onde ainda há resistência conservadora. Essa resistência foi particularmente sentida por ela antes de conseguir o primeiro emprego. “Sou muito grata às donas da loja que eu trabalho por me darem essa oportunidade de estar à frente das redes sociais. Isso é muito importante porque ajuda a quebrar o estigma de que nós, mulheres trans, estamos sempre nas ruas ou envolvidas na prostituição e outros meios difíceis de lidar. Infelizmente, muitas das minhas amigas ainda sofrem com a falta de oportunidade e a falta de empatia das pessoas em abrir espaço para que possamos ocupar esses lugares”.

Veja a reportagem abaixo:

 

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