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Mulher que matou e enterrou a própria filha é condenada a 39 anos de prisão

Gabrielly tinha 10 anos, foi estuprada pelo padrasto e enterrada viva pela mãe

Por Alfredo Neto
12/01/2022 • 17h00
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A acusada Emileide Magalhães, ré confessa, foi condenada a 39 anos, 8 meses e 4 dias de prisão, em regime fechado, na tarde desta quarta-feira (12) durante o júri popular, no Fórum de Três Lagoas, por matar a própria filha, a pequena Gabrielly Magalhães, de 10 anos.

Emileide foi condenada por homicídio quadruplamente qualificado, ocultação de cadáver, comunicação falsa de crime e corrupção de menores. Segundo a denúncia, ela matou a filha por motivo torpe após a criança denunciar que sofria abuso sexual pelo padrasto. Após isso, a mãe levou a criança até uma área de mata, carregou um pedaço de fio para asfixiar a filha. Depois, do crime retornou ao local por diversas vezes para se certificar que a criança não escapasse com vida.

Após a condenação confirmada pelo júri, que foi unânime, o juiz Rodrigo Pedrini leu a sentença. Emileide também vai responder por falsa denunciação de crime, já que antes de confessar à Polícia Militar, que teria matado a própria filha, a autora registrou na delegacia de Brasilândia uma ocorrência de falso desaparecimento da criança.

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No crime, a mulher também foi condenada por corrupção de menores ao colocar o filho de 13 anos (na época) para ajudar a matar a irmã Gabrielly e a ocultar o corpo da criança, que agonizou pedindo por socorro enquanto os dois assistiam a menina morrer.

O crime de estupro de vulnerável também foi responsabilizado à autora, que acabou condenada por coautoria, já que ao flagrar inúmeras vezes o marido André Piauí sair às pressas do banheiro levantando o shorts e a menina sempre nua, não denunciou o caso. Além disso, ao ser informada pela própria filha (vítima) dos estupros por parte do padrasto, preferiu matar a criança do que perder o marido.

André Piauí foi condenado pela Justiça de Brasilândia a mais de 20 anos de cadeia por estupro de vulnerável qualificado, já que por mais de uma vez teria abusado da enteada Gabrielly e contra ele pesa denúncias anteriores de estupro contra outras vítimas.

Na condenação de André Piauí, inicialmente a pena teria sido de 13 anos, mas foi aumentada após o Ministério Público Estadual recorrer pedindo aumento da pena e o Superior Tribunal de Justiça aceitar, estabelecendo então pena superior a 20 anos.

Mesmo preso e com laudo da perícia apontando as severas lacerações nos órgãos genitais de Gabrielly, sofrida pelos estupros praticados por André Piauí, Emileide Magalhães continua a manter relacionamento com o marido. O casal continua ‘trocando carta de amor’ segundo o Ministério Público.  

 

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