RÁDIOS
Três Lagoas, 13 de julho

Indústria diversifica produção e MS deve receber fábrica de papel

Expectativa é que a região de Ribas do Rio Pardo receba o empreendimento; projeto está praticamente pronto, segundo a Fiems

Por Lígia Sabka e Chris Reis
16/06/2024 • 06h30
Compartilhar

C crescendo ano a ano. Assim o presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), Sérgio Longen, define o momento do setor no estado. Para este ano, a previsão de investimentos bilionários por parte de grandes empresas e a disponibilidade de diversificar a produção traçam o desenho do desenvolvimento no estado. Nesse sentido, Mato Grosso do Sul, que se transformou no maior produtor mundial de celulose,  deve receber a primeira fábrica de papel.  Por outro lado, a produção de látex também se expande. Nesta entrevista, Logen fala sobre esses avanços e também dos impactos da MP 1.227 que recebeu, inclusive, o título de “MP do fim do mundo”.  

Este ano foram anunciados R$ 30 bilhões em investimentos privados no estado. Podemos considerar  2024 o ano da indústria em MS? 
Sérgio Longen - Ano a ano superamos os investimentos no setor. Essa consolidação da atividade econômica é muito importante e exatamente o modelo que vem sendo seguido na transformação industrial. E nós devemos anunciar outros novos (investimentos) nos próximos dias, porque as atividades estão se multiplicando também.


Quais segmentos novos?
Sérgio Longen - Nós devemos anunciar uma indústria para produzirmos papel no estado. O projeto está praticamente pronto e é muito importante para  estado. Eu espero que seja em Ribas, ou naquela região. Produzir papel é um sonho desde quando foi iniciado o primeiro projeto da produção de celulose em Três Lagoas. 

JPNEWS: BANNER FAMÍLIA É TUDO 14.05 A 23.12.2024
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E quando pensamos em papel é algo bem amplo, vai desde a embalagem até a caixa de transporte das grandes indústrias.
Sérgio Longen - Exatamente. O estado vem se consolidando como um grande produtor mundial de celulose. As fábricas mais modernas de celulose do mundo estão aqui. Com a vinda da Arauco, em Inocência, é um reforço a mais. Também os investimentos anunciados pela J&F para uma nova fábrica de celulose da Eldorado, possivelmente em Três Lagoas ou região. A Arauco já vem, há anos, investindo no plantio de eucalipto e, agora, anuncia a fábrica. Vamos  produzir  também o papel e seus derivados.   

Há também o plantio para a extração de látex. Existem, hoje, condições de termos uma indústria de pneus no estado?
Sérgio Longen - Ainda não, mas nós já temos a produção da segunda fase para fazer a bandagem do pneu em Aparecida do Taboado. Lá nós temos uma fábrica que atende hoje a produção de borracha do  estado. É algo que cresce lentamente, mas é uma atividade a mais do setor industrial [...] Eu entendo que o estado, nos próximos anos, pode esperar - eu não digo uma fábrica de pneu - mas algo similar utilizando a borracha produzida por aqui. As seringueiras que produzem o látex não crescem na mesma velocidade do eucalipto, mas o setor vem se consolidando também e é um processo inovador.

Agora sobre a MP do PIS-COFINS que foi devolvida ao Executivo pelo Senado. Como o setor reagiu a isso? 
Sérgio Longen - Nós ficamos surpresos com a ação do Governo Federal em mandar uma Medida Provisória sem negociar com ninguém. De repente, foi protocolada uma MP desse tamanho, que impacta a produção brasileira tanto que foi considerada a “MP do fim do mundo”. Nós temos uma reforma tributária que precisa ser regulamentada agora e também ajustada em todo o Estado. Eu entendo que não temos mais espaço para buscar recursos com impostos. Precisamos cortar despesas. O Governo Federal precisa rever os seus gastos. Se isso não acontecer, não existe imposto no mundo que vá dar conta de cobrir as despesas federais.

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.

Mais de JPNews Três Lagoas