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Ninguém sabe

Leia o editorial do Jornal do Povo deste sábado

Por Redação
11/10/2021 • 10h03
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Não se sabe porque, as estações de monitoramento de qualidade do ar não têm até hoje publicado suas medições na cidade. Das quatro estações, instaladas há mais de dez anos, três estão em pleno funcionamento e outra, em manutenção não se sabe desde quando. O Imasul a cada questionamento do JP sempre vem com uma resposta evasiva. E, assim, a população fica sem saber a quantas andam a qualidade do ar em Três Lagoas, cidade industrializada e que vez por outra, sente os odores mal cheirosos de uma  ou de outra das duas indústrias de celulose. Apesar de raras essas ocorrências, não pode a população ficar sem saber como está a qualidade do ar que respira. Já vai longe a conversa de que seremos integrados ao sistema nacional de controle de qualidade do ar em cidades brasileiras.

O Imasul vai aderir a esse sistema, quando? As queimadas ocorridas nos últimos meses certamente comprometeram a qualidade do ar considerando-se a baixa umidade do ar e as consequentes infestações do material queimado Tempo seco e de queimadas por todos os lados assolando o meio ambiente, irremediavelmente agravam a qualidade do ar que respiramos.

Ora se temos quatro estações de monitoramento do ar instaladas na cidade e três em funcionamento, como e quando saberemos se ar que respiramos está saudável? Estão as medições e análises de emissão de odores, assim como a composição química dos gases emanados para a atmosfera e suas derivações, juntamente com testes de fumaça e imagens, entre outras tantas incidências que devem ser averiguadas, em conformidade com as medidas e testes satisfatórios reconhecidos internacionalmente?

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O fato é que a população está desinformada. Sequer sabe se está em situação de risco ou não. Tarda a adesão do Imasul, organismo de monitoramento e fiscalização ambiental do governo do Estado ao sistema nacional de monitoramento de ar puro, implantado pelo Ministério do Meio Ambiente há pouco mais de três anos. Cinco estados da federação que representam 45% da população brasileira já aderiram ao programa, cuja plataforma alimentada por dados locais permite utilizando através de um aplicativo monitorar e divulgar em tempo real as informações publicadas através de site acessado gratuitamente. A adoção de medidas para coibir o agravamento da qualidade do ar que respiramos, tardam. O que não pode e é inaceitável a população ficar no escuro e a mercê da desinformação. Tarda, inclusive, medidas de cobrança para colocar fim a essa falta de informações pelas autoridades municipais de Três Lagoas.

O meio ambiente e os cidadãos precisam devem estar a salvo de quaisquer agressões ao nosso habitat, notadamente, em tempos de queimadas e exagerada poluição ambiental.

 

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