O delegado Maurício Luciano de Almeida e Silva, da Delegacia do Consumidor (Decon), confirmou que a falsa psicóloga presa pela segunda vez no último sábado (7) foi solta no dia seguinte, no domingo (8). Segundo ele, a suspeita teve um habeas corpus concedido no plantão judiciário.
Ela responde a dois processos, sendo um por estelionato e outro por tortura.
A falsa psicóloga foi presa pela primeira fez no dia 27 de abril, em flagrante, depois que o pai de uma criança prestou queixa contra ele na polícia. Três dias depois, também graças a um habeas corpus, ela foi posta em liberdade.
Marido prestou depoimento
Na manhã de quarta-feira (11), o marido da falsa psicóloga prestou depoimento como testemunha na Decon. Segundo o delegado Maurício Luciano, ele negou qualquer envolvimento com a clínica onde a falsa psicóloga fazia os atendimentos e disse que ia ao local apenas para levar e buscar a mulher. O suspeito relatou ainda, segundo o delegado, que desconhece qualquer prática de tortura feita pela mulher.
"Como testemunha, ele foi advertido de que não poderia mentir. Agora, vamos confrontar as informações que ele nos deu e ver se há alguma irregularidade. Ele negou que tivesse qualquer atividade na clínica, onde a mulher trabalhava e que ele apenas a levava para o trabalho", contou Maurício.
Ainda segundo o delegado, sobre os crimes de estelionato e falsificação de documentos, o marido pediu mais um tempo para responder. Ele está trocando de advogados e gostaria que eles tomassem conhecimento do caso. Ele deverá ser chamado a depor novamente.
"Não podemos reclamar da Justiça por soltar a falsa psicóloga. Nosso trabalho é produzir provas. Da última vez que ela foi presa, nós a encontramos na casa de um parente com os passaportes dela, do marido e filho. Além do mais já constatamos destruição de provas, como a a retirada do site do ar. Isso são indícios que o casal estaria tentando escapar das acusações, mas cabe à Justiça decidir o que fazer", disse o delegado.