
A Câmara de Três Lagoas amplicou em mais 30 dias o prazo para uma comissão de sindicância apurar denúncia de omissão na guarda de documentos do Legislativo, supostamente cometida pelo diretor-administrativo da Casa, André Bacala Ribeiro. O prazo da investigação terminaria nesta segunda-feira (23).
O diretor apresentou atestado médico à Câmara para afastamento do trabalho, na semana passada.
André Ribeiro é suspeito de engavetar respostas de requerimentos encaminhados pelo vereador Jorge Martinho (PSD) à prefeitura da cidade – fato que originou um pedido de instalação de uma Comissão Processante, na Câmara, com acusação de crime de responsabilidade contra a prefeita Márcia Moura (PMDB), no mês passado. O pedido foi rejeitado.
A prorrogação do prazo ocorreu porque André Ribeiro tem prazo até esta sexta-feira (27) para apresentar defesa por escrito. Ele prestou depoimento à comissão, no início do mês, e negou negligência na guarda dos documentos. Para o diretor, Martinho não procurou pelas respostas dos requerimentos após ser informado do protocolo na Câmara e apontou "falta de regulamentação" no Legislativo sobre a responsabilidade de repasse dos papéis a vereadores.
O vereador refuta a acusação e aponta que foi prejudicado por não ter recebido os documentos.
* Reportagem atualizada às 5h57 para inclusão de informações.