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Vereadores rejeitam nova investigação contra prefeita de Três Lagoas

Caso agora envolve abandono de alojamentos cedidos por fábrica de celulose ao município

Galpões de alojamentos foram danificados por ladrões e vândalos após saída de empresa de vigilância do local - Arquivo/JP
Galpões de alojamentos foram danificados por ladrões e vândalos após saída de empresa de vigilância do local - Arquivo/JP

A Câmara de Três Lagoas rejeitou na noite desta terça-feira (24) por 10 votos a 4 novo pedido de instalação de Comissão Processante (CP) para investigação de suposto crime de improbidade administrativa contra a prefeita da cidade, Márcia Moura (PMDB). Foi a segunda rejeição de investigação da chefe do Executivo em menos de um mês.

Requerimento de investigação, protocolado pelo vereador Gilmar Leite, o Gil do Jupiá (PSB), cita o estado de abandono de alojamentos de trabalhadores, construído pela empresa Fibria – fabricante de papel e celulose, instalada na cidade – em 2007 – e doado ao município. Os 11 prédios erguidos no local são alvo constante de vândalos e ladrões há pelo menos três meses, desde que a prefeitura não renovou contrato com uma empresa de vigilância que cuidava dos alojamentos.

Portas, vidros, sanitários e até parte da cobertura foram levados por ladrões. Toda a instalação elétrica e a rede hidráulica foram danificados em furtos e também foram roubados utensilios de cozinha, mesas e cadeiras usados por trabalhadores durante a instalação da planta da indústria na cidade, até 2009.

Gil do Jupiá responsabiliza Márcia Moura pelo abandono do local. Vereadores da base de apoio à prefeita, na Câmara, afirmaram que a prefeitura não possui escritura do local, mas apenas autorização para uso dos prédios. O líder da bancada Antonio Empke Júnior, o Tonhão (PMDB), isentou Márcia Moura de responsabilidade.

No mês passado, a empresa Fibria informou em nota que a escritura do imóvel – que custou cerca de R$ 40 milhões – estaria sendo passada ao município. 

Em outubro, a Câmara também rejeitou pedido de CP feito pelo vereador Jorge Martinho (PSD) para apuração de denúncia de crime de responsabilidade, por falta de respostas a requerimentos no prazo limite de 15 dias.