Veículos de Comunicação

Oportunidade

Airbus é acusada de "homicídio involuntário" por acidente aéreo

O presidente da Airbus, Tom Enders, confirmou o processo que sua empresa sofrerá na condição de fabricante do avião, do modelo A330

O o acidente no voo Rio de Janeiro-Paris da Air France ocorreu em junho de 2009 causou a morte de 228 pessoas -
O o acidente no voo Rio de Janeiro-Paris da Air France ocorreu em junho de 2009 causou a morte de 228 pessoas -

A empresa francesa Airbus foi acusada nesta quinta-feira (17) de "homicídio involuntário" pelo juiz que investiga o acidente no voo Rio de Janeiro-Paris da Air France, que em junho de 2009 causou a morte de 228 pessoas.

O presidente da Airbus, Tom Enders, confirmou o processo que sua empresa sofrerá na condição de fabricante do avião, do modelo A330, e expressou descontentamento com a decisão. Enders ressaltou "a ausência de fatos" que, segundo ele, sustentam essa acusação.

– A Airbus sustenta que o objetivo deveria ser encontrar a causa deste acidente e assegurar que nunca ocorra novamente.

Enders também reiterou que a Airbus "continuará apoiando as investigações, inclusive a busca das caixas-pretas, que é a única maneira segura de conhecer a verdade".

Ele se referiu assim à nova campanha – a quarta – dirigida pelo organismo governamental francês encarregado de acidentes aéreos, o BEA, que deve ser iniciada a partir do dia 20 para localizar tanto as caixas-pretas quanto os restos do voo A330 da Air France.

O juiz instrutor convocou para esta sexta-feira (18) a companhia Air France, que deveria estar representada por seu diretor-geral, Pierre-Henri Gourgeon, e poderia ser também denunciada por responsabilidades na queda do avião.
Falha de sondas Pitot comprometem companhias

O BEA constatou que as sondas Pitot para medir a velocidade da aeronave falharam, mas que elas por si sós não puderam causar a tragédia de 1º de junho de 2009.

Jean-Claude Giudicelli, um dos advogados das famílias das vítimas, afirmou que "não há nenhuma dúvida sobre a responsabilidade coletiva da Air France e da Airbus". Segundo ele, "há provas arrasadoras".

Entre essas provas, Giudicelli destacou que o sistema que comunica os erros técnicos ao computador de bordo do avião indicou durante a queda da aeronave que as sondas Pitot não funcionavam e que, portanto, os pilotos não podiam controlar a velocidade de voo.

A Air France substituiu esse tipo de sondas em todos seus aviões após o acidente de 2009.