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André quer articulação política para defender interesses comuns dos estados

Um das sugestões do governador é definir um coordenador de cada região para atuar mais de perto nas questões referentes ao desenvolvimento

Durante o segundo encontro dos governadores do Centro-oeste, o governador de MS, André Puccinelli defendeu a articulação política para discutir os interesses dos estados que podem sofrer com a Reforma Tributária. André destacou o empenho dos secretários de fazenda e de outras pastas na defesa dos interesses coletivos e individuais e destacou alguns tópicos.

“Temos que atuar em duas frentes que é a técnica que esta sendo bem conduzida pela capacidade dos secretários. Além da parte técnica temos que atuar na parte política”, ressaltou. A sugestão de Puccinelli é agendar uma audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE), com membros da mesa diretora da Câmara Federal e Supremo Tribunal Federal (STF). “Precisamos agendar audiência para dizer o que vai acarretar com a desoneração do ICMS”, disse André.

Outra sugestão do governador é definir um coordenador de cada região para atuar mais de perto nas questões referentes ao desenvolvimento dos estados. “Os pontos em comum são maiores. Precisamos enfrentar os problemas e aquilo que por ventura possa nos desunir, que não nos desuna. Precisamos estar unidos dentro das diferenças e fazer com que o Brasil seja mais igual”, destacou Puccinelli.

O secretário de Fazenda de MS, Mário Sergio Lorenzeto defendeu durante a reunião que seja agendada o mais rápido possível uma reunião entre os governadores das regiões norte e nordeste, assim como foi feita com os secretários de fazenda. “O objetivo é discutir a Reforma Tributária, antes de ir para o Congresso, além da reforma do simples”, disse. 

Lorenzeto informou que nesta sexta-feira haverá uma reunião no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) para discutir a convalidação dos benefícios fiscais já concedidos. “Com certeza a partir do momento que não tivermos mais condições, não receberemos mais nenhuma indústria. Quiçá manterão as indústrias existentes”, comentou.

Para o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, as reuniões foram acertadas e avançaram porque já houve inclusive uma audiência dos governadores com a presidente, Dilma Roussef. “Destaco a proposta das alíquotas de 7 e 2% vai evitar a guerra fiscal entre nós e a partilha igualitária dos royalties do pré-sal. Temos que ter ação determinada para manter esta unidade entre nós”, destacou.

Agnelo Queiroz também considerou importante a discussão do fundo de desenvolvimento e o agendamento de reunião com governadores do norte e nordeste. “A região centro-oeste tem desenvolvido muito e se não aproveitarmos este momento deixaremos de ter um crescimento econômico”, justificou.