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Ataque aéreo à Líbia começará nas próximas horas, diz governo francês

As operações internacionais, que incluem ataques e a implementação de uma zona de exclusão aérea, acontecerão "rapidamente... em algumas horas"

França, Reino Unido, Qatar e Noruega anunciaram na manhã desta sexta-feira (18) que participarão das intervenções militares na Líbia, autorizadas nesta quinta-feira (17) pelo Conselho de Segurança da ONU. As operações internacionais, que incluem ataques e a implementação de uma zona de exclusão aérea, acontecerão "rapidamente… em algumas horas", segundo o porta-voz do governo da França, François Baroin.

Baroin se negou detalhes de operação, mas disse que a intervenção não é uma ocupação do território "e, sim, um dispositivo de índole militar para proteger o povo líbio e permitir que coroe seu impulso de liberdade e, portanto, a queda do regime de Gaddafi".

Segundo o correspondente da BBC em Paris Christian Fraser, a França pode enviar à Líbia jatos Mirage que estão posicionados em bases militares na ilha da Córsega. Outros aviões franceses posicionados na costa do Mediterrâneo, com ajuda de sistemas aéreos de alerta e controle, têm sido enviados a missões específicas 24 horas por dia desde quinta-feira da semana passada. Ainda segundo Fraser, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, já defendia ataques "cirúrgicos" nos bunkers de controle e nos sistemas de radar de Gaddafi e não descarta realizar bombardeios contra forças líbias em terra.