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Avaí 3 x 2 Corinthians

Avai vence e sobe para o terceiro lugar, enquanto Timão se complica e deixa Flu escapar

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 O Corinthians não conseguiu derrubar o tabu, neste domingo, no Estádio da Ressacada, em Florianópolis, e segue sem vencer o Avai no Campeonato Brasileiro. A derrota, por 3 a 2, pela 14ª rodada fez o Fluminense disparar na liderança, após a vitória tricolor sobre o Internacional (3 a 0).

Pelo Brasileirão, os times se enfrentaram apenas três partidas – duas vitórias catarinenses e um empate. Nos confrontos gerais, porém, o tabu não existe, já que o Timão inclusive bateu o Avaí durante sua passagem pela Série B, em 2008, por 3 a 2 no Pacaembu.

Com a derrota, o alvinegro de Parque São Jorge segue na segunda colocação, com 28 pontos, quatro a menos que o Fluminense. Já o Avai pulou para a terceira colocação, com 22 pontos, dez a menos que o líder. Para ver o Tricolor, os rivais catarinenses e paulistas precisam utilizar binóculo.

Pressão eficiente!
Apoiado por sua fanática torcida, o Avaí começou com tudo. Pressionou o Corinthians até marcar seu tento. Antes do gol, Vandinho recebeu em profundidade. A zaga pediu impedimento e o goleiro Júlio César foi obrigado a sair nos pés do atacante.

Aos 10 minutos, o Avaí pressionou a saída de bola. Caio enfiou para Davi que, no meio dos zagueiros, tocou na saída do goleiro, 1 a 0 Leão. A partir daí o ímpeto avaiano acabou e o Timão tomou conta do jogo.

Aos 16 minutos, após rápido contra-ataque, Iarley invadiu a área e bateu cruzado. No rebote do goleiro Renan, Elias chutou, mas a bola foi pra fora. Logo em seguida, após bate-rebate na área catarinense, Jorge Henrique perde uma chance clara de gol.

O Avai consegue mais uma oportunidade com Caio, aos 23 minutos. Mesmo na diagonal, ele pegou de primeira e viu a bola assustar o goleiro corintiano.

Vai pra cima, Timão!
A pressão corintiana aumentou. Aos 27 minutos, jogada ensaiada do Timão. Roberto Carlos bateu falta para Elias. Ele enfiou para Jucilei que cruzou. Mas Bruno César completou na rede pelo lado de fora.

Quatro minutos depois, Jorge Henrique colocou a bola na cabeça de Iarley. O atacante cabeceou e acertou a trave. O goleiro Renan estava vendido no lance.

De tanto insistir, o Corinthians chegou ao gol. Aos 40 minutos, boa jogada de Jorge Henrique na direita. Ele cruzou na área para Iarley, que apenas rolou para Bruno César, na marca do pênalti, chutar para o gol. Este foi o sétimo gol do camisa 10, artilheiro isolado do Brasileirão.

Água fria!
O Corinthians voltou animado por conta do bom futebol apresentado no final da primeira etapa. Mas a animação ficou abaixo da falta de atenção. Logo no primeiro minuto do segundo tempo, Patrick cruzou e Chicão desviou contra o próprio gol.

O Corinthians não abaixou a cabeça e foi em busca do empate. Aos 3 minutos, Jorge Henrique foi claramente derrubado na área. Mas o árbitro carioca Pericles Bassols Pegado Cortez errou ao não marcar o pênalti.

O Corinthians voltou a ter apagão e o Avaí ampliou o marcador aos 8 minutos. Após escanteio batido, a zaga do Timão não afastou a bola. O zagueiro Emerson tocou para o companheiro Rafael fazer 3 a 1.

Logo na sequência, o Avai quase ampliou. Vandinho, no meio dos dois zagueiros, cabeceou e abola passou muito perto do gol. Aos 15 minutos, jogadores do Avai e Corinthians ficam no empurra-empurra. Patric, do Avai, e Bruno César, do Timão, são advertidos com cartão amarelo.

Aos 19 minutos, após cruzamento, Defederico dribla o goleiro e manda uma bomba para o gol. Mas Patric, em cima da linha, tira de cabeça e evita o gol corintiano.

O técnico Adilson Batista resolveu ousar: tirou o zagueiro William para a entrada de Paulinho. Já Defederico entrou na vaga de Iarley. Aos 30 minutos, Elias, mais solto em campo, fez boa jogada e deixou com Bruno César tocar para o fundo das redes, 3 a 2.

Três minutos depois, Roberto Carlos cruzou e Jucilei marcou de cabeça. Mas o corintiano estava impedido e o árbitro assinalou. No final, o zagueiro Rafael, do Avai, recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Sem força, o Corinthians amargou sua segunda derrota no Brasileirão.