Veículos de Comunicação

Oportunidade

Com sentença judicial, reitora da UFMS cancela demissão de professores no curso de História

A revogação das demissões é mais um capítulo em uma disputa antiga entre os professores e a direção da Universidade

A reitora da UFMS, Célia Maria da Silva Oliveira, revogou nesta segunda-feira (4) as demissões dos professores Cezar Augusto Carneiro Benevides e Nanci Leonzo. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União de hoje após sentença da 4ª Vara Federal da Justiça Federal de Mato Grosso do Sul.

Os servidores haviam sido demitidos em 20 de dezembro de 2010 no desfecho de um episódio envolvendo suspeitas de improbidade administrativa na compra, pelo professor Benevides, de uma coleção de livros publicados por Nanci com dinheiro da Universidade Federal.

A revogação das demissões é mais um capítulo em uma disputa antiga entre os professores e a direção da Universidade. Com a Portaria desta segunda-feira, Benevides e Nanci foram reintegrados ao quadro de servidores da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.

Cezar Benevides chegou a afirmar que seria vítima de perseguição dentro da UFMS por questões políticas. O fato foi negado pela instituição, que abriu uma sindicância para apurar a compra dos livros, supostamente realizada sem respeitar a legislação.

Como coordenador do Curso de História da UFMS, o professor supostamente teria determinado a compra de uma coleção de livros da professora Nanci Leonzo. “Ocorre, que o professor Benevides era curador judicial da professora e fez a compra sem processo de licitação e também não pediu a dispensa da licitação, conforme prevê a Lei”, informou oficialmente a Universidade na época.

De acordo com a instituição, foi aberta uma sindicância e processo administrativo, suspenso por mandado de segurança. A reitora então requisitou a abertura de novo processo, por improbidade administrativa e o caso chegou à Advocacia Geral da União (AGU), na 4ª Vara da Justiça Federal. O processo por improbidade administrativa cita um valor de R$ 53.900.

“A reitora voltou a um assunto discutido em 2006 para me atacar. Ela própria aprovou no Conselho Universitário, então presidido pelo seu protetor da época. Vou propor o seu impeachment também porque ela vem padecendo de incurável amnésia, enquanto seu principal assessor jurídico está tentando instigar todos contra o fragilizado curso de História, que tem três professores desaparecidos há quase 300 dias com sucessivas licenças médicas”, rebateu o professor.