A Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul (Funtrab), em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego, vai qualificar em uma primeira etapa 897 trabalhadores pelo Plano Nacional de Qualificação do Setor Sucroalcooleiro. Uma reunião esta semana, em Campo Grande, definiu detalhes da capacitação, com início previsto para março deste ano.
O projeto é do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que utiliza os recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), com parcerias entre Estados, municípios e entidades privadas. A reunião preparatória contou com a presença da entidade executora dos cursos de qualificação social e profissional, Sociedade Educacional Afonso Linares Prado (Sealp); de um representante de cada uma das 20 usinas de 16 municípios do Estado e a Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul (Biosul).
O objetivo do plano é qualificar trabalhadores do setor, tanto os que estão desempregados, quanto os que correm risco de desemprego devido à mecanização da colheita da cana. “É importante a qualificação, pois as usinas demandam pessoas preparadas. Com a mecanização, esses trabalhadores estarão aptos para exercerem outras funções”, destaca Paulo Aurélio Vasconcelos, gerente executivo da Biosul.
Segundo dados do MTE, a região Centro-Sul concentra 79% das usinas do país e 70% dos cerca de 1,3 milhões de trabalhadores da atividade sucroenergética. A queimada que facilita o corte manual da cana está sendo eliminada. Em todo o país, serão 25 mil trabalhadores qualificados em 11 Estados, em duas etapas.
Em Mato Grosso do Sul, a meta é qualificar 897 trabalhadores na primeira fase. Os municípios contemplados são: Batayporã, Brasilândia, Caarapó, Chapadão do Sul, Costa Rica, Deodápolis, Dourados, Ivinhema, Maracaju, Nova Alvorada, Nova Andradina, Naviraí, Rio Brilhante, Sidrolândia, Sonora e Vicentina.
Dentro das metas, serão ministrados 13 cursos diferentes com 20 vagas para cada modalidade. Os cursos têm duração média de 200 horas, divididos em teoria e prática, sendo 70% das vagas destinadas aos trabalhadores das usinas e 30% à comunidade.