A Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) tem uma nova portaria sobre as regras para a vacinação contra febre aftosa, o trânsito e a identificação individual de animais na Zona de Alta Vigilância (ZAV) do Estado. A região de fronteira com o Paraguai e a Bolívia era considerada área de risco para a sanidade animal até o reconhecimento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) declarando a área livre de febre aftosa.
Segundo a diretora-presidente da Iagro, Maria Cristina Carrijo, a portaria publicada hoje (29) no Diário Oficial normatiza algumas medidas de manejo que foram flexibilizadas com a declaração de área livre de febre aftosa. “Algumas medidas foram extintas, como a quarentena, por exemplo, e o transporte também tem novas regras mais flexíveis”, explica.
Apesar de extinguir medidas e flexibilizar outras, a diretora-presidente da Iagro alerta que os produtores da região ainda devem ficar atentos com medidas preventivas que mantém a sanidade animal. “Agora temos que ter também a consciência dos produtores, principalmente porque aquela área é de fronteira e sempre há o perigo de novos casos”, diz Maria Cristina. “A abertura traz o peso da responsabilidade regional, por isso pedimos a conscientização dos produtores que já pagaram um preço muito alto nos últimos anos com o fechamento da área”, completa.
De acordo com a publicação, no Diário Oficial de hoje, a identificação individual de bovídeos e pequenos ruminantes é obrigatória em todas as propriedades localizadas nas áreas dos municípios que compõem a Zona de Alta Vigilância. A portaria coloca as regras para identificação dos animais como brincos, pinos fixadores, bottons e numeração sequencial, entre outras especificações apontadas pela regra da Iagro, que também fica responsável pela distribuição dos elementos de identificação.