
Nesta quarta-feira, às vésperas da Páscoa, os jogadores Ralf, Paulinho, William e Dentinho estiveram no hospital Santa Marcelina, em Itaquera, zona leste de São Paulo, para entregar ovos de chocolate a 300 crianças da área pediátrica, e sairam do local muito emocionados.
Por volta das 10h (Brasília), os atletas chegaram à instituição, que completa 50 anos em agosto e conta com 780 leitos, vestidos de camiseta listrada horizontalmente de preto e branco. Eles foram recepcionados por 14 crianças de uma das quatro creches do hospital. Dessas, apenas uma não torcia pelo Timão. Preferia o São Paulo.
A visita começou na emergência pediátrica, passou pela brinquedoteca, e terminou no ambulatório oncológico, criado pela TUCCA (Tumor Cerebral em Crianças e Adolescentes), uma entidade sem fins lucrativos com projetos voltados ao tratamento do câncer. William era sempre o último a chegar a todos os lugares. Durante o percurso, o atacante fez questão de atender a todos e tomou até bronca dos seguranças do clube.
"O pessoal fica bravo, mas às vezes a pessoa vem com a felicidade tão grande, para tirar uma foto, pegar um autógrafo", justificou. "Foi uma experiência grande. Às vezes reclamamos muito. Sabemos que é difícil, mas nossa presença é muito importante", completou.
O mais disputado pelas crianças, e por funcionários do hospital que não perderam a oportunidade de tirar uma foto com o ídolo, foi Dentinho, que também ficou bastante emocionado. "Não tem preço ver o sorriso da criança. Quase chorei quando ela me olhou e começou a chorar de felicidade. Vou levar para o resto da vida. Tem gente que vive bravo, xingando. A população brasileira deveria viver um pouco essas crianças", sugeriu.
Muito barulho e bagunça acompanharam a visita dos jogadores do Corinthians, mas, não interferiram negativamente com a recuperação das crianças. Muito pelo contrário, como garante o médico Sidnei Epelman, responsável pela oncologia pediátrica do Santa Marcelina.
"Não atrapalha em nada. O tempo passa mais rápido. É uma relação de troca, de solidariedade. As crianças, principalmente daqui, são muito carentes. Não é só dar remédio. Nós pensamos em um todo", explicou.