Após o anúncio de paralisação nacional nesta quarta-feira (21), a principal reivindicação dos médicos é pela implantação de um valor mínimo pago pelas empresas de saúde aos procedimentos médicos. A CBHPM (Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos) deve variar conforme cada procedimento, mas para consultas o piso requerido é de R$ 60.
“Queremos a implantação plena e a vigência da CBHPM. Até agora as negociações não apresentaram os resultados que queremos. Algumas operadoras oferecem a proposta de implantação gradual para chegar a este valor só em abril de 2012, mas queremos esse reajuste pra este ano. O repasse tem que ser anual”, diz o tesoureiro do CRM-MS (Conselho Regional de Medicina), Alberto cubel Junior.
De acordo com o Conselho, os valores pagos pelos planos de saúde no Estado variam entre R$ 42 e R$ 60 para consulta. Com o piso, nenhum plano poderia pagar menos que R$ 60.
Segundo Alberto, que também é presidente da Sociedade de Pediatria de MS, um médico pediatra atende em média 20 consultas por dia em uma clínica particular. Destas, 95% são de pacientes conveniados com planos de saúde.