A vantagem de poder empatar ou até mesmo perder por um gol de diferença, desde que marque gols contra o Cerro Porteño (Paraguai), na noite desta quarta-feira, no Estádio Olla Azulgrana, não parece uma vantagem segura para o técnico Muricy Ramalho. Experiente, o treinador pede a sua equipe que não mude a sua maneira de atuar para poder garantir a sua classificação à final da Copa Libertadores da América deste ano.
"Só vamos ver no jogo qual é o tamanho da nossa vantagem. O que nós temos conversado é que se trata de uma boa vantagem, mas não podemos mudar a nossa de maneira jogar por causa disso. Temos que atuar da mesma maneira. O Santos tem que ser bem compacto, marcar bem o adversário e, com a bola atacar, se não eles vem para cima o tempo todo", disse Muricy.
Para o comandante alvinegro, a partida terá características diferentes em relação ao confronto da primeira fase da Libertadores, quando o Santos derrotou os paraguaios, por 2 a 1, no dia 14 de abril, na Olla Azulgrana.
Naquela oportunidade, os santistas precisavam vencer para se manterem com chances de classificação as oitavas de final do torneio. "Será um jogo duríssimo nesta quarta porque o Cerro tem um bom time e sabe o que quer. Será uma partida diferente daquela, na qual estávamos com uma equipe diferente, bastante desfalcada, e era ganhar ou ganhar. Ali encaixamos um bom jogo. Esperamos que isso venha a acontecer novamente", analisou.
Outro fator que poderia preocupar Muricy Ramalho seria a arbitragem do colombiano Wilmar Roldán. No entanto, o técnico do Peixe preferiu não polemizar sobre o tema.
"Sobre a arbitragem eu não tenho nada a dizer e não falei nada a respeito disso para os jogadores. O que eu vou dizer a eles é para deixar o juiz apitar. Melhoramos muito nesse sentido, que era um problema sério que nós tínhamos. Todo mundo se preocupava demais com a arbitragem. Por isso, a minha orientação será a mesma: não se preocupar com o juiz", concluiu.