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Palmeiras pega Goiás para ir outra vez a uma final internacional

E é justamente Scolari que vem sendo considerado o grande responsável pela chance de o Palmeiras voltar a decidir um torneio continental

O que o Palmeiras campeão da Libertadores da América em 1999 e vice-campeão continental no ano seguinte tem em comum com o Verdão que entrará em campo nesta quarta-feira (24), às 21h50 (de Brasília), para encarar o Goiás, no Pacaembu, no segundo jogo semifinal da Copa Sul-Americana?

Acertou quem respondeu Luiz Felipe Scolari. O atual comandante palmeirense é o mesmo que estava sentando no banco de reservas à época da inesquecível conquista e também da doída derrota para o Boca Juniors-ARG, que estragou o sonho do bicampeonato, há dez anos.

E é justamente Scolari que vem sendo considerado o grande responsável pela chance de o Palmeiras voltar a decidir um torneio continental após uma década. Ao reassumir o clube, enfrentou um início de caminhada irregular, mas aguentou as críticas, deu uma forma de jogar ao time e, longe dos primeiros colocados do Brasileirão, priorizou a Copa Sul-Americana, de olho em uma vaga na Libertadores da América de 2011.

A recompensa pode ser colhida nesta quarta com um simples empate diante dos goianos, ou até com uma derrota por 1 a 0, que levaria a decisão do primeiro finalista da competição à “loteria” dos pênaltis. Mesmo experiente, Felipão admitiu estar ansioso.

– Já faz dez anos que o Palmeiras não disputa uma final desse porte e será muito importante a classificação.

O volante Marcos Assunção, destaque do time no segundo semestre do ano, assinou embaixo das declarações do treinador.

– Temos a dimensão desde o começo. Todos os jogadores sabem da importância da Sul-Americana. São dez anos sem ganhar nada e um clube da grandeza do Palmeiras não pode passar outros dez anos assim. Vamos tentar passar para dar alegria ao torcedor e, depois de muito tempo, chegar à final de um campeonato tão importante como a Sul-Americana.

A fragilidade do rival, que teve seu rebaixamento à Série B do Campeonato Brasileiro sacramentada no domingo (21), com a goleada sofrida para o Santos, no entanto, não parece iludir o experiente treinador do Verdão.

– O rebaixamento do Goiás já era praticamente certo, então eles vinham com mais dinâmica na Copa Sul-Americana. Eu aguardo um adversário forte, buscando alternativas para a sua superação. Acho nossa vantagem pequena, pois eles terão mais empenho do que nos jogos do Brasileiro.

Mais uma vez, Assunção concordou com o comandante.

– A última carta do Goiás é a Sul-Americana. Eles vão fazer de tudo para vencer o Palmeiras, e nós vamos fazer de tudo para que isso não aconteça. Temos uma pequena vantagem do gol e de jogar pelo empate, mas o Palmeiras não pode ficar esperando o Goiás atacar dentro de nossa casa. Temos que tomar as rédeas e atacar, pois, se ficarmos nos defendendo, vamos levar o gol.

Outro remanescente da última final internacional disputada pelo Palmeiras é o goleiro Marcos, mas, nesta quarta, o pentacampeão ficará apenas na torcida, pois continua sem condições de jogo. A missão de defender o gol ficará a cargo de Deola, que vive excelente fase.