
O óxi, produto derivado da cocaína e altamente destrutivo, já circula em Araçatuba. As Polícias Civil e Militar fizeram a primeira apreensão oficial do entorpecente no último sábado, no bairro Pinheiros. Foram 119 gramas. Birigui foi a primeira cidade a registrar o aparecimento da nova droga, no dia 19 de julho, no bairro João Crevelaro. Policiais apreenderam 4,079 quilos de entorpecente, cujo resultado de exame preliminar foi positivo para óxi, crack e cocaína.
O laudo final que avalia a quantidade do entorpecente ainda não foi enviado ao 1º DP (Distrito Policial) da cidade pelo Instituto de Criminalística, segundo o delegado titular Heweraldo Weber Gonçalves. "Acredito que venha no final da semana que vem", disse.
Em Araçatuba, a substância foi apreendida na casa do mecânico Jonata da Silva Ferreira Pinto, de 24 anos, e da empresária Daniele da Costa Alves, 18. A denúncia partiu de uma adolescente de 15 anos, que foi abordada na rua com 13 papelotes de droga. Na busca pela droga na casa de Pinto e Daniele, policiais tiveram que disparar contra dois cães da raça rottweiler. Um deles foi atingido e morreu.
Consta no boletim de ocorrência que o casal foi detido dentro do imóvel, com 21 papelotes de cocaína e uma pedra grande de óxi, além de aproximadamente R$ 3 mil em dinheiro e anotações referentes à comercialização de entorpecentes. O casal foi preso em flagrante. O mecânico foi encaminhado para a cadeia de Penápolis, e sua companheira está detida em Indiaporã.
O delegado titular da Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes), Jaime José da Silva, investiga o caso e confirma a primeira apreensão. Para Silva, não há diferenças entre as drogas óxi e cocaína, apenas o acréscimo de um componente mais corrosivo. "O óxi é um derivado da cocaína, assim como o crack. É a cocaína apresentada de outra forma. E os traficantes usam essa diferença para despertar a curiosidade dos usuários", disse.