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Presidente do Santos diz que lesão de Ganso o desvalorizou

Ganso rompeu ligamentos do joelho esquerdo em agosto de 2010. Foram quase sete meses de tratamento para que o meia pudesse voltar a jogar

Paulo Henrique Ganso, 21, não tem hoje o mesmo valor que possuía no primeiro semestre do ano passado. E vendê-lo agora seria um ato de estupidez. A conclusão é do presidente santista, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, que afirma que a grave contusão sofrida pelo camisa 10 da equipe o desvalorizou.

"Vendê-lo agora, antes do futebol dele voltar ao esplendor do ano passado, seria uma estupidez", disse Luis Alvaro, que comparou os jogadores a ações na bolsa de valores. "Uma hora valem mais, outra, menos", comentou.

Ganso rompeu ligamentos do joelho esquerdo em agosto de 2010. Foram quase sete meses de tratamento para que o meia pudesse voltar a jogar.

Desde então, Ganso fez nove jogos pelo Santos –incluindo o da noite de ontem, em Assunção, contra o Cerro Porteño, pela Libertadores–, mas ainda não conseguiu recuperar a consistência apresentada na temporada passada.

As atuações oscilantes de Ganso coincidem com a negociação pela extensão de seu contrato, que vai até 2015. O Santos oferece um aumento salarial para R$ 450 mil, mas o atleta exige a redução da multa rescisória para o exterior (50 milhões de euros).

Em reunião com Luis Alvaro, Ganso afirmou querer jogar na Europa. Porém o cartola não crê que uma oferta, nos moldes como quer o Santos, venha na próxima janela de transferências, no meio do ano.

"Se ele tiver um pouco mais de paciência, valerá mais para ele mesmo e para o Santos. Precisamos esperar o melhor momento, e ele não é agora."