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Presídio de Bataguassu investe na ocupação prisional como meio de ressocialização e disciplina

O trabalho prisional em Bataguassu também é revertido em ações para a sociedade e redução de custos para o Estado

Cerca de 80% dos reeducandos do Estabelecimento Penal de Bataguassu (EPB) estão inseridos em atividades laborais. Oferecer ocupação aos detentos além de contribuir para a ressocialização, ajuda na manutenção da disciplina no local, segundo diretor do presídio, Eidimar Prado de Freitas. Ele ressalta que, para trabalhar, os detentos precisam ter bom comportamento e aptidão.

“Percebemos ao conversar com os internos, que trabalhar também serve como uma terapia para eles, e ajuda no sentido de ocuparem a mente com coisas boas”, enfatiza o diretor. “O trabalho é muito gratificante e é um dos principais mecanismos de reinserção social”, completa.

De acordo o responsável pelo Setor de Trabalho do EPB, Rodrigo Carvalho, na unidade são desenvolvidas catorze diferentes atividades laborais, entre elas: cozinha, horticultura, padaria e serviços de manutenção. O detento ganha um dia de remição na pena a cada três trabalhados.

Uma das principais atividades acontece por meio de parceria entre a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) e a empresa “Regina Festas”. No barracão instalado no presídio, 30 reeducandos trabalham na separação e embalamento de artigos para festas. O trabalho, além de proporcionar remição de um dia na pena imposta a cada três trabalhados – como estabelece a Lei de Execução Penal (LEP) – garante ainda remuneração, conforme a produção de cada um.

O trabalho prisional em Bataguassu também é revertido em ações para a sociedade e redução de custos para o Estado. Em uma horta implantada na unidade penal, são cultivados diversos tipos de hortaliças para consumo interno e para serem distribuídas ao asilo e a creches do município. Já na padaria do presídio, são produzidos os pães que abastecem as outras duas unidades prisionais da cidade e a delegacia de Polícia Civil.

Satisfação

Trabalhando no cultivo de verduras orgânicas na horta instalada no EPB, o reeducando Marco Antônio Garcia de Oliveira, 44 anos, vê na ocupação “uma forma de adquirir conhecimento e preencher o vazio de estar longe da família. Podemos enxergar a realidade e refletir sobre os erros que cometemos, para não cometermos mais”, completa.