Veículos de Comunicação

Oportunidade

Remarcação do Enem pode afetar 25 vestibulares

As datas mais prováveis para a realização de uma segunda prova são os dias 27 e 28 de novembro ou 4 e 5 dezembro

Os erros de impressão nas provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) podem afetar, pelo menos, 25 outros vestibulares. Ao menos 21 mil cadernos amarelos trouxeram questões repetidas e páginas duplicadas e em branco. As datas mais prováveis para a realização de uma segunda prova são os dias 27 e 28 de novembro ou 4 e 5 dezembro.

Há uma série de processos seletivos marcados para essas datas, entre instituições públicas e particulares.

A prova da USP (Universidade de São Paulo), um dos maiores processos seletivos do país, está marcada para o fim de semana dos dias 27 e 28 de novembro. Além deste, há pelo menos outros sete vestibulares de instituições públicas nesta data: UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), Ufla (Universidade Federal de Lavras), UFRR (Universidade Federal de Roraima), Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina), UENP (Universidade Estadual do Norte do Paraná), IFBA (Instituto Federal da Bahia), UEPA (Universidade Estadual do Pará) e UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora).

No fim de semana dos dias 4 e 5 de dezembro, estão marcados pelo menos seis processos seletivos de escolas públicas: UFPR (Universidade Federal do Paraná), UFV (Universidade Federal de Viçosa), Fatecs (Faculdades de Tecnologia), UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), UFTM (Universidade Federal do Triângulo Mineiro) e Uece (Universidade Estadual do Ceará).

Segundo estimativas do MEC (Ministério da Educação), cerca de 2.000 candidatos que foram prejudicados pelo erro na montagem do caderno amarelo poderão refazer as provas do primeiro dia do Enem. O número ainda não é oficial, diz a assessoria de imprensa do ministério. O levantamento com o número total de provas com falhas deverá ser concluído até o fim desta semana.

Na última segunda-feira (9), a Justiça Federal determinou a suspensão imediata do Enem. A juíza da 7ª Vara no Ceará, Carla de Almeida Maia, acatou uma liminar do MPF (Ministério Público Federal) sob o argumento de que o erro na impressão das provas prejudicou os estudantes.