
Um dia depois de o Corinthians completar seis jogos sem vitórias no Campeonato Brasileiro e aumentar sua crise, o atacante Ronaldo mais uma vez atacou de "bombeiro" nesta quinta-feira e voltou a falar com a imprensa após longo período. Em entrevista coletiva no CT do Parque Ecológico, o jogador admitiu a função de "apagar o fogo" em um novo mau momento. Já foi assim após as eliminações do Campeonato Paulista e da Copa Libertadores neste ano. Reconhecendo esse papel no grupo, ele se disse pronto.
"Estava com vontade zero (de falar), me obrigaram a vir aqui, não queria vir hoje", disse de bom humor. "Mas estou aqui para isso, para apagar o fogo e para resolver problemas. Infelizmente não pude contribuir jogando futebol, mas a partir de domingo estou à disposição. Quem me pediu para falar? Tenho muitos chefes aqui", afirmou Ronaldo, que confirmou que volta ao time na partida do próximo domingo, contra o Guarani, em Campinas.
No que depender do atacante, aliás, o duelo no Brinco de Ouro da Princesa será o primeiro de uma longa sequência. "O momento realmente é difícil, mas temos que pensar positivo. São seis jogos sem vitória, no entanto estamos a cinco pontos do líder. Não é uma distância tão longa para a gente correr atrás em nove jogos. Espero daqui para frente estar à disposição nestes nove jogos finais", disse.
Ronaldo colocou o atual momento da equipe entre os três piores do ano (lembrou das eliminações no Paulista e na Libertadores), mas se disse pronto para tirar o time desta situação. "Espero ser decisivo, como sempre fui. É uma pena todo esse ano eu ter sofrido com tantas lesões, mas é o melhor momento para voltar. Um momento decisivo, com campeonato aberto. Temos confronto direto contra o líder (Cruzeiro) em casa. Apesar da crise que estamos vivendo, temos chances ser campeões e vamos lutar pra isso", afirmou.
Questionado se sua "água de bombeiro" não acaba nunca, Ronaldo mandou mais uma mensagem de otimismo para a torcida corintiana. "Não acaba, sabe por quê? Faço parte desse projeto, desse clube. Já vivi muitos anos no futebol e prefiro que batam em mim, e não nos meus companheiros. Prefiro que façam em mim porque não estou dentro de campo. O nosso problema é só dentro de campo e acontece com muitos clubes, inclusive com grandes que estão lutando contra o rebaixamento".