A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo identificou pela primeira vez a circulação do vírus tipo 4 da dengue em território paulista. A confirmação foi dada na manhã desta segunda-feira (4), em entrevista coletiva realizada na sede da secretaria, em São Paulo.
O caso é de uma moradora do município de São José do Rio Preto, a 438 km da capital paulista, que já está curada. A paciente não tinha histórico de viagem recente a outros estados.
Amostras de sangue da mulher foram analisadas pelo Instituto Adolfo Lutz e deram resultado positivo para dengue 4 em exames de prova e contraprova. Até agora, o estado de São Paulo tinha registrado apenas a transmissão dos vírus do tipo 1, 2 e 3.
Os sintomas da dengue são os mesmos para os quatro tipos de vírus: febre alta, dores de cabeça, cansaço, dor muscular e nas articulações, indisposição, enjôos, vômitos e manchas vermelhas na pele, acompanhadas ou não de dores abdominais e sangramentos espontâneos.
Pacientes com esses sintomas devem hidratar-se, não tomar remédios por conta própria e procurar imediatamente orientação médica.
De acordo com a pasta, a circulação do novo vírus não altera a rotina do trabalho de controle de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e de manejo clínico de casos suspeitos de dengue nos serviços de saúde.
Em nota, a secretaria informou que no segundo semestre de 2010 foi desenvolvido trabalho de capacitação de 6 mil agentes em todo o estado para aprimorar o trabalho de controle de vetores. Foram realizadas, no total, 51 oficinas, envolvendo 330 municípios considerados prioritários.
Tipo 4
A dengue tipo 4 apresenta risco mesmo a pessoas já contaminadas com os vírus 1, 2 ou 3, que são vulneráveis à manifestação alternativa da doença. Complicações podem levar pessoas infectadas ao desenvolvimento de dengue hemorrágica. O sorotipo 4 foi identificado pela primeira vez no Brasil há 28 anos.
É possível desenvolver um quadro grave de dengue com qualquer sorotipo, mas a dengue tipo 4 é preocupante porque grande parte da população está desprotegida em relação a esse sorotipo. E a probabilidade de quadro grave de dengue aumenta se a pessoa for infectada pela segunda ou terceira vez.