
Superação. Esta é a palavra que pode definir o que foi a Seleção Brasileira na semifinal diante do Japão. Depois de ser envolvido nos dois primeiros sets com o jogo defensivo das donas da casa, o Brasil soube como manter a cabeça no lugar, aprender os pontos fracos das rivais e conseguir uma virada heróica por 3 sets a 2, com parciais de 22/25, 33/35, 25/22, 25/22 e 15/11, neste sábado, em Tóquio.
O jogo foi um teste para os nervos e os corações de cada uma das 14 jogadoras, do técnico José Roberto Guimarães e dos poucos torcedores brasileiros que estavam no Yoyogi National Stadium. Foi também um exemplo raro de como não perder o foco em um momento de grande adversidade.
O ponto de virada da partida foi a entrada da ponteira Sassá no lugar de Jaqueline. Dando mais segurança para a equipe, a camisa 10 foi um dos destaques da reação brasileira, ao lado da meio de rede Fabiana e da oposto Sheilla. Por outro lado, a equipe comandade de José Roberto Guimarães viu atuações abaixo da média de dois destaques da equipe neste Mundial: a ponteira Natália e a levantadora Fabíola.
Com a moral alta por conta do excelente jogo, mas o físico desgastado depois dos cinco sets, a Seleção chega para a segunda final consecutiva da competição e reedita a final de 2006, contra a equipe da Rússia, neste domingo, a partir das 7h30 (horário de Brasília). Invicta no torneio, a equipe vai em busca do inédito título mundial.
Já as japonesas que viram estragada a festa com direito a show de luzes e entrada de popstar das atletas, terão de se contentar com a disputa do terceiro lugar diante das americanas.