Medalhista de ouro em Atlanta-1996 e em Atenas-2004 na classe Star, o velejador Torben Grael continua a trabalhar para que o COI (Comitê Olímpico Internacional) reveja a decisão de excluir a prova do cronograma olímpico a partir da edição de 2016, que será no Rio de Janeiro. O brasileiro, no entanto, já demonstra sinais de cansaço com a novela sobre o assunto.
– A gente já fez o que tinha de fazer. Publicamos artigos na imprensa internacional, expusemos nossos argumentos. Agora a decisão está com o COI. O Comitê Olímpico Brasileiro também fez a parte dele.
Torben lamenta que a Star, classe na qual o Brasil é vitorioso, possa ser excluída justamente no ano em que a Olimpíada será no Rio de Janeiro.
– A classe Star é muito importante para o Brasil. Conquistamos quatro medalhas comigo e uma com o Robert (Scheidt) em Olimpíadas. Seria importante ter essa classe, principalmente aqui no Brasil.
O bicampeão olímpico voltou a dizer que a decisão do COI foi puramente política:
– O problema são os critérios adotados. Antes, o universo da vela ficava representado na Olimpíada porque os classificados obedeciam a critérios técnicos. Agora não. As classes que ficaram são as que têm mais peso político. Virou puro lobby, uma confusão muito grande.
Além dos ouros, Torben faturou os bronzes na Star nas Olimpíadas de Seul-1988 e Sydney-2000, além de uma prata na Soling em Los Angeles-1984. Bicampeão olímpico na classe Laser, Scheidt ficou com a prata na Star em Pequim-2008
A Record transmitirá os Jogos Olímpicos de Londres-2012 com exclusividade na TV aberta brasileira, e também pela internet. A emissora também detém os direitos de transmissão dos Jogos Pan-Americanos de 2011 (Guadalajara) e 2015 (Toronto), e da Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro.