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Trabalhadores na construção da Eldorado paralisam obras

Cerca de 400 funcionários prometeram só voltar a trabalhar assim que receberem aumento salarial

Os manifestantes acusam as empresas empregadoras de não cumprirem com o que foi acordado em contrato. -
Os manifestantes acusam as empresas empregadoras de não cumprirem com o que foi acordado em contrato. -

Cerca de 400 trabalhadores das empresas Conther, Fortes Engenharia, Serpal e Metap, terceirizadas da Eldorado Brasil, paralisaram ontem por tempo indeterminado as obras da construção civil da fábrica de celulose. Os trabalhadores realizaram uma manifestação em frente aos alojamentos do canteiro de obras, localizado na BR-158, na saída para Selvíria, em Três Lagoas.

Os manifestantes acusam as empresas empregadoras de não cumprirem com o que foi acordado em contrato. Eles reclamam de receberem salários menores do que é o pago no Estado de São Paulo, reivindicam assistência médica e denunciam más condições de trabalho, incluindo a qualidade da alimentação.

Os trabalhadores se concentraram por toda manhã às margens da BR-158. A manifestação foi acompanhada de perto por policiais da Rondas Táticas e Ostensiva do Interior (Rotai), Polícia Militar (PM) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), para garantir a segurança da rodovia.

Os manifestantes garantem que só retornam às atividades assim que obtiverem uma resposta convincente por parte das empresas.  Eles ameaçam entrar definitivamente em greve. Os operários alegam que as empresas contratantes haviam prometido um salário mensal de R$ 1,2 mil, mais benefício; convênio médico, vale alimentação, cesta básica e o reembolso do dinheiro gasto em passagens de ônibus na vinda para Três Lagoas. Mas os empregadores não teriam cumprido com a promessa. Boa parte desses trabalhadores veio de estados como São Paulo, Sergipe, Alagoas, Piauí, Maranhão e Paraná.

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