As mulheres com idade entre 16 e 24 anos que fazem parte da classe média brasileira somam 15 milhões de pessoas. Deste total, 5,5 milhões já estão encaixadas no mercado de trabalho formal, segundo pesquisa do instituto Data Popular divulgado na terça-feira (9).
O estudo foi realizado com base no cruzamento de dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), que é feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), com informações do próprio Data Popular.
O levantamento mostra ainda que 71% do orçamento mensal dessas meninas tem destino certo: as lojas de roupas e acessórios. A pesquisa mostra ainda que 17% delas acham importante estar na moda, mas 28% das entrevistadas disseram não se acharem consumistas.
As meninas da classe média são mais independentes que os homens da sua classe social e que as mulheres de outras camadas da população. Apenas 14% das jovens com idades entre 16 e 24 anos da classe média recebem mesada, contra 18% dos rapazes da mesma classe social e contra 30% das meninas das classes A e B.
Mulheres da classe C
A população feminina adulta – acima dos 18 anos – é formada por 68,4 milhões de pessoas no Brasil. Quase metade desse público – 32,5 milhões – afirmou, segundo a pesquisa do Data Popular, que costumam pesquisar preços antes de comprar. Desse recorte, 28 milhões de mulheres são das classes mais baixas da população –C, D ou E.
O levantamento mostra ainda que 6 milhões de mulheres utilizam o crédito para comprar porque simplesmente não aguentam esperar para juntar dinheiro e comprar à vista. Detalhe: 90% desse público está nas classes C, D ou E. Cerca 21 milhões de mulheres da classe C – 62% do total – têm um cartão de crédito.
Apesar de mostrar um perfil consumista, quase 13 milhões de mulheres declaram que são muito cuidadosas na hora de lidar com o dinheiro – metade desse público vem da classe C, que precisam acertar na compra porque não tem dinheiro sobrando.
Por outro lado, 11,4 milhões de mulheres afirmam que não conseguem guardar nenhum dinheiro. Mais de 10 milhões desse recorte, entretanto, faz parte das classes emergentes.
De acordo com o IBGE, estão nas classes A/B os brasileiros com renda familiar acima de R$ 5.100 (acima de dez salários mínimos). Na classe C, está a população com renda domiciliar entre R$ 2.040 e R$ 5.100 (de quatro a dez salários mínimos). Na classe D, aqueles cujos lares recebem entre R$ 1.020 e R$ 2.040 (entre dois e quatro salários mínimos). Os brasileiros da classe E têm renda domiciliar inferior a R$1.020 (dois salários mínimos).