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É preciso fiscalizar bicicletas elétricas para salvar vidas

Leia o Editorial do Jornal do Povo, da edição deste sábado (30)

Leia o Editorial do Jornal do Povo, da edição deste sábado (23)
Leia o Editorial do Jornal do Povo, da edição deste sábado (23)

Diante das facilidades para se comprar bicicletas elétricas, estas estão tomando as ruas das cidades. Conduzidas por pessoas de todas as idades, inclusive, por jovens na faixa de idade dos 14 anos em diante, verificase, que a grande maioria desconhece as regras de trânsito, ou, se pelo menos têm noção, não as respeitam.

Trafegar na contra mão de direção, ou em alta velocidade, mais do que regra para esses condutores, uma necessidade. Acabam por impor regras próprias, furam sinais de trânsito e obrigam condutores de veículos motorizados redobrarem suas atenções para evitar colisões, atropelamentos e até causar lesões. Transitar pelas ruas da cidade está se tornando um ato de coragem, diante de tantos cuidados que motoristas responsáveis se vêm obrigados a tomar.

Chega informação de que o Departamento Municipal de Trânsito está colocando em prática uma fiscalização mais rigorosa, tendo início pela pista de caminhada na Lagoa Maior, onde muitos condutores dessas bicicletas elétricas fazem dela sua pista de circulação, sem receio algum em colocar em risco a integridade física de seus usuários, muitos dos quais em idade avançada, fazem seus exercícios cotidianos.

A partir de 1º de janeiro de 2026, ou seja, daqui a quatro meses, se os condutores destes veículos de propulsão elétrica não observarem Resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), poderão ter recolhidos ao pátio do setor de trânsito do município suas bicicletas, até promoverem efetiva regularização de acordo as determinações legais, além da obrigação que lhes serão imposta, inclusive, a de frequentarem curso de habilitação que terá duração de dois dias com aulas teóricas, objetivando dar conhecimento e esclarecê-los sobre as regras de trânsito, as quais estamos submetidos. Também, será exigido que bicicletas de propulsão elétrica tenham instalados farol frontal e sinalização traseira, de modo que alertem outros condutores de que estão trafegando pelas ruas da cidade, notadamente, no período noturno. E, a esses condutores será exigido o uso de capacete, óculos e luvas.

Para cada categoria de bicicleta de propulsão elétrica observadas suas potencias, será também exigida a apresentação de documento de habilitação para sua condução da categoria correspondente, que autoriza a utilização destes veículos. Está estabelecido até 31 de janeiro deste ano o prazo de cadastramento junto ao Detran, caso contrário, estes veículos que se desdobram em três categorias, serão considerados em situação de irregular. O fato é que se impõe maior rigor aos condutores de bicicletas elétricas, que infelizmente, em sua maioria, estão transitando pelas ruas da cidade em excessiva carreira, desafiando limites e desrespeitando a farta sinalização instalada em cada esquina, além de colocarem em risco a própria integridade e a de terceiros.

É necessário a observância da lei, pois o intenso tráfego de veículos automotores em Três Lagoas, está tornando nossas ruas e avenidas em pistas de elevado risco para se preservar a integridade das pessoas, sem contar as colisões que se registram diariamente. Ainda, destaca-se que a grande maioria de ciclistas, independente de idade e sexo, teima em desrespeitar as leis de trânsito, trafegando na contra mão de direção e em calçadas, além de avançarem o sinal vermelho à vista de todos nós.

Passa da hora de se intensificar uma campanha de educação no trânsito dentro das escolas com o a finalidade de esclarecimento sobre a importância de um trânsito seguro na cidade, para depois, se entrar em fase de repressão e apreensão de bicicletas, as quais só seriam liberadas depois de seus condutores frequentassem breve curso de educação no trânsito.

Certamente, com essas providências, os índices de acidentes no trânsito em Três Lagoas reduziriam substancialmente. E os gastos públicos mais ainda, uma vez que não se faria necessário a presença de socorristas do Samu, utilização da estrutura de pronto socorro da rede de saúde pública, assim como de autoridades policiais.