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SAÚDE É MASSA

Ansiedade afeta desempenho sexual e leva homens a buscar ajuda

Psicólogo explica como fatores emocionais influenciam disfunção erétil e ejaculação precoce

João Paulo Rodrigues Antunes fala sobre o aumento da procura por atendimento especializado (Foto: Fernando de Carvalho/ Massa CG)
João Paulo Rodrigues Antunes fala sobre o aumento da procura por atendimento especializado (Foto: Fernando de Carvalho/ Massa CG)

A relação entre saúde emocional e desempenho sexual tem levado cada vez mais homens a procurar atendimento especializado em Campo Grande. De acordo com o psicólogo João Paulo Rodrigues Antunes, da clínica Centro Médico Pró-Homem, fatores psicológicos estão presentes em praticamente todos os quadros de disfunção erétil e ejaculação precoce, independentemente da idade.

Segundo o especialista, muitos pacientes chegam acreditando que o problema é exclusivamente físico, mas acabam descobrindo que estresse, pressão financeira, ansiedade e preocupações do cotidiano interferem diretamente no desempenho.

Essa tensão constante pode evoluir para o que ele chama de “ansiedade de performance”, um medo antecipado de falhar que, por si só, prejudica a resposta sexual. Antunes afirma que esse ciclo afeta homens de 20 a 80 anos. “A falha mexe no orgulho, no ego. A partir dali, cada situação vira gatilho para mais ansiedade”, diz.

O psicólogo destaca que sinais como estresse elevado, dificuldade de concentração, sensação de pressão constante e preocupação excessiva com problemas pessoais podem indicar impacto emocional na vida sexual. “Tudo que não envolve um fator físico é emocional. Uma dívida, um problema no trabalho ou qualquer tensão pode interferir”, afirma.

Antunes também aponta que muitos homens têm dificuldade de reconhecer que precisam de ajuda — e medo da exposição. “A maior barreira é admitir o problema e buscar atendimento. Muitos têm receio de serem vistos na clínica”, comenta.

A Importância do Atendimento Sigiloso

Ele ressalta que o centro médico adota um modelo de atendimento sigiloso, com salas individuais e fluxo controlado para garantir privacidade. “A pessoa entra, é direcionada para uma sala reservada e ninguém sabe quem está ali. Esse cuidado é o que faz o serviço funcionar bem”, afirma.

O psicólogo reforça que procurar ajuda pode evitar impactos maiores, como desgaste no relacionamento, queda da autoestima e piora do quadro emocional. Ele incentiva que homens identifiquem sinais de sofrimento e busquem acompanhamento profissional. “Se o relacionamento está pedindo isso, se a autoestima está pedindo, é hora de dar um passo para frente”, afirma.

Acompanhe a entrevista completa: