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SAÚDE E MASSA

Crise convulsiva: como identificar e agir

Episódio recente com ator em reality reacende debate

Aline Braga, no estúdio da Rádio Massa Campo Grande Foto: Adriano Hany/ Massa CG
Aline Braga, no estúdio da Rádio Massa Campo Grande Foto: Adriano Hany/ Massa CG

Um episódio envolvendo o ator Henrique Castelli durante uma prova de reality show trouxe novamente ao centro do debate um tema que costuma gerar medo e desinformação: as crises convulsivas. Apesar do susto, especialistas alertam que convulsão não significa, necessariamente, diagnóstico de epilepsia.

O que são crises convulsivas?

Segundo a neurologista Aline Marques Braga, crise convulsiva é uma manifestação neurológica provocada por uma descarga elétrica excessiva no cérebro. Durante o episódio, a pessoa perde a consciência e apresenta movimentos involuntários, o que costuma assustar quem presencia a situação.

A médica explica que existem orientações simples e seguras para prestar ajuda. A principal é manter a calma, colocar a pessoa de lado e proteger a cabeça, sem tentar conter os movimentos ou colocar qualquer objeto na boca.

“Não se deve segurar a língua nem oferecer medicamentos durante a crise”, afirma.

A duração do episódio também é um ponto de atenção. Crises prolongadas, acima de cinco minutos, ou crises repetidas em sequência exigem acionamento imediato do atendimento de emergência. Já quando a convulsão termina espontaneamente, é importante acompanhar a recuperação da consciência e verificar se houve ferimentos.

Causas e tratamento

A neurologista destaca que a convulsão pode ter diversas causas, como hipoglicemia, desidratação grave, uso de drogas, infecções ou alterações metabólicas. Por isso, uma primeira crise ao longo da vida deve sempre ser investigada em ambiente hospitalar.

No caso da epilepsia, que é uma condição crônica, o controle depende principalmente do uso correto da medicação e de cuidados no dia a dia, como manter rotina de sono, evitar jejum prolongado, manter hidratação adequada e não consumir álcool ou drogas ilícitas.

Para Aline Marques Braga, informação é fundamental para reduzir o medo e garantir uma resposta adequada em situações de emergência. “Saber como agir pode fazer diferença na segurança de quem está passando pela crise”, afirma.

Acompanhe a entrevista completa: