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Campo Grande, 15 de julho

Conflito entre Exército e terroristas provoca insegurança na fronteira

Três membros do Grupo Armado de Camponeses-Exército Popular (ACA-EP) morreram em confronto com a Força Tarefa Conjunta no norte do país

Por Carlos Monfort, de Ponta Porã
22/11/2021 • 09h13
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Guerrilheiros do Grupo Armado de Camponeses - Exército Popular (ACA-EPP) e o Exército Paraguaio se enfrentaram neste fim de semana, em Sargento José Félix López, ex-Puentesiño, região próxima à fronteira do Paraguai com o Brasil. O conflito aumentou o clima de insegurança em Ponta Porã.

A região é rota de fuga e abrigo para refugiados do EPP. Segundo informações do tenente-coronel Luis Apesteguía, porta-voz do Exército Paraguaio, o confronto deixou três mortos, todos do grupo terrorista, cujas identidades ainda não foram divulgadas.

O grupo terrorista se deslocava pelo Departamento de Concepción, na zona de San Alfredo, e se refugiou no Parque Nacional Paso Bravo. Nenhum oficial do exército paraguaio ficou ferido.

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A última vez que os guerrilheiros foram avistados na região foi no dia 28 de junho, quando sequestraram e assassinaram o paraguaio Jorge Ríos. Na ocasião, os sequestradores solicitaram a quantia de US$ 200.000 como pagamento do resgate com a vítima viva.

Entretanto, no dia 3 de julho, à tarde, o corpo de Ríos foi encontrado por pescadores da região às margens do rio Apa, em território brasileiro. A perícia revelou que a causa da morte foi um tiro na cabeça.

Para o Ministério Público, os supostos autores do crime foram Feliciano Bernal Maíz, Hugo Vicente Bernal, Laubrindo Balbuena Mariz e Elizandro Balbuena Mariz. Em 27 de outubro, o MP do Paraguai solicitou a captura internacional para a extradição de todos eles. A Justiça brasileira concedeu mandado de prisão para os suspeitos de envolvimento no crime.

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