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Campo Grande, 16 de agosto

MS terá Centro de Pesquisa de Polícia Científica

Estudos, perícias e análises laboratoriais forenses ao estilo "CSI" podem ajudar a reduzir a criminalidade no estado

Por Lígia Sabka
05/07/2022 • 19h00
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Para quem trabalha na área, gosta do tema Investigação Criminal, já dependeu de algum resultado de perícia ou mesmo assistiu a algum episódio da premiada série policial americana CSI, Crime Scene Investigation, ou investigação da cena do crime, sabe bem como são importantes os investimentos neste setor. A coordenadora-geral de Perícias do Estado, Glória Suzuki, diz que Mato Grosso do Sul deve passar por uma verdadeira revolução na formação de novos peritos e no desenvolvimento de novas técnicas de perícia científica.

A expectativa é que o Estado implante, em poucos meses, o Centro de Estudos e Pesquisas de Polícia Científica (CEPPC), voltado à promoção das Ciências Forenses a partir do desenvolvimento científico, da pesquisa e da capacitação de profissionais. O Termo de Fomento, no valor de quase R$ 10 milhões (R$ 9.742.417,10), foi assinado no último dia 29 de junho entre a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e a Fundação de Apoio à Pesquisa, ao Ensino e à Cultura (Fapec), com participação da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos, para viabilizar a construção de uma sede própria do CEPPC.

No local também funcionará parte do Instituto de Análises Laboratoriais Forenses. "Será uma aproximação entre a vida acadêmia e a polícia científica. Aqui nós vamos montar uma estrutura, onde nós e os pesquisadores da UFMS vamos desenvolver técnicas, alguns exames diferentes, que o Brasil ainda não utiliza. Então, a gente vai tentar diminuir esse lapso entre a criminalidade, que está sempre avançando, e a segurança pública", enfatizou a coordenadora-geral de Perícias de MS.

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Coleta de provas em local de crime - Arquivo

Para o esclarecimento de crimes e a conclusão de inquéritos policiais, a perícia criminal é essencial e fundamental, pois as provas técnicas e materiais são menos questionáveis juridicamente do que as provas testemunhas. Em 2021, um levantamento do Instituto Sou da Paz revelou que Mato Grosso do Sul, com o trabalho de investigação e suporte da perícia, tinha uma taxa de elucidação de homicídios de 89% dos casos, enquanto a média nacional foi de 44%.
 

A expectativa do setor é que esse índice possa ser cada vez maior a partir da implantação do CEPPC e dos investimentos em contratação de pessoal. Nesta semana, 303 novos peritos da Polícia Civil foram empossados em Mato Grosso do Sul.  A atividade pericial está regulada pelo Código de Processo Penal (CPP) e pelo Código de Processo Civil (CPC), sendo os peritos classificados como auxiliares da justiça.

 

 

 

 

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