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“Não é uma opção da família, educação é uma obrigação”, diz secretária sobre ensino híbrido

Aulas da rede estadual serão retomadas na próxima segunda-feira (02)

Por Isabelly Melo
27/07/2021 • 11h36
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As aulas presenciais, no formato híbrido, da Rede Estadual de Ensino começam na segunda-feira (02), e assim como na Rede Municipal de Campo Grande, as aulas terão escalonamento dos estudantes, porém, de forma mais rígida.

Isso porque, conforme a secretária estadual de educação, Maria Cecília Amêndola da Motta, os alunos são obrigados a voltar as salas de aula. Só poderão se ausentar do ensino presencial aqueles que apresentarem atestado médico ou comprovarem ter na família pessoas infectadas pela covid-19. “Não é uma opção da família, nem do Estado e nem da sociedade, a educação é uma obrigação”, pontuou.

Conforme a secretária, caso os alunos não compareçam as aulas presenciais será feita uma busca ativa sendo que, se necessário, as escolas poderão acionar o conselho tutelar e o ministério público de mato grosso do sul.

No ensino remoto os conteúdos serão repassados com material impresso, deixando de lado a exibição de aulas pela TV. No caso dos estudantes do período noturno, as aulas poderão ser menores e picadas, seguindo horários do toque de recolher de cada município. Segundo a secretária, foi feito uma espécie de teste de nivelamento para os conteúdos de matemática e português, afim de saber o que foi aprendido pelos estudantes.

“Vamos pegar o currículo, levantar as atividades essenciais e deixar aquelas habilidades, objeto de conhecimento ou conteúdos assim, para serem trabalhados ao longo de três ou quatro anos. Nós não conseguiremos rever todo conteúdo do ano passado então, nós vamos reduzir os objetos de conhecimento e ter uma proposta de recuperação de aprendizagem para os alunos em todas as aéreas do conhecimento”, explicou.

Em resposta a CBN Campo Grande, Maria Cecília explicou que, caso algum aluno seja diagnosticado com covid-19 após frequentar a escola, toda a turma será dispensada, a sala de aula passará por dedetização e o retorno só será autorizado após liberação médica. Sobre os profissionais de educação que seguem recusando a vacinação contra a covid-19, será obrigatória a assinatura de um termo de responsabilidade.

“Esses professores deverão assinar um documento de responsabilização, caso a pessoa não queira, o diretor ou adjunto vão ler o termo, assinar por ele e isso vai para a vida funcional do servidor”, esclareceu.

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