RÁDIOS
Campo Grande, 21 de maio

Operação nacional atua contra rede de tráfico de drogas e armas de MS

Líder de organização está foragido desde dezembro, após fuga da penitenciária de Dourados

Por Isabela Duarte
24/04/2024 • 15h00
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A Operação "Last Chat" do Ministério Público de Mato Grosso do Sul pretende inibir a atuação de uma organização criminosa altamente estruturada que opera no tráfico de drogas em cinco estado do Brasil. Foram cumpridos 55 mandados de prisão preventiva e busca e apreensão em Campo Grande/MS, Ponta Porã/MS, São Paulo/SP e Fortaleza/CE.

Organização opera no tráfico desde o interior dos presídios, contando com uma rede sofisticada de distribuição e vários integrantes e apoiadores, entre os quais: policial militar, servidor público municipal e três advogados.

Simultaneamente ao tráfico de drogas, a organização atua no comércio ilegal de armas de grosso calibre, como fuzis e submetralhadoras, além de granadas, munições, acessórios e outros materiais bélicos de uso restrito, bem como na lavagem do dinheiro relacionado aos crimes, para a qual se utiliza de diferentes métodos, como a constituição de empresa fictícia, uso de contas bancárias de terceiros, aquisição de veículos de alto valor econômico em nome de terceiros (Porsche, caminhões etc.), entre outros.

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As atividades do grupo criminoso são coordenadas por Rafael da Silva Lemos, conhecido como “Gazela” e/ou “Patrão”, contra quem pesam condenações criminais que somam mais de 49 anos de prisão. Para liderar o esquema criminoso, Rafael usava aparelhos celulares e entrevistas reservadas com advogados, que repassavam os comandos criminosos aos demais integrantes.

As investigações tiveram início a partir da análise de aparelho celular apreendido em posse de uma advogada presa durante a Operação Courrier, a quem o líder contatava por mensagens para a prática de obstrução de investigações, lavagem de dinheiro, corrupções, e outros crimes.

No transcorrer dos trabalhos, foi possível identificar mais de 4 toneladas de maconha, mais de 3 mil comprimidos de ecstasy, centenas de munições e carregadores de fuzil de calibre 762 e pistolas calibre 9mm, pertencentes à organização criminosa, apreendidos em ações policiais.

De acordo com levantamento realizado pelo GAECO, as apreensões geraram um prejuízo superior a R$ 9 milhões para a organização.

Operação Last Chat

Equipes dos GAECOs do Ministério Público dos Estados do Ceará e de São Paulo, da Diretoria de Inteligência e do Batalhão de Choque da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Gerência de Inteligência Penitenciária da AGEPEN/MS, além da Assessoria Militar do MPMS, prestaram apoio operacional ao GAECO/MPMS. A operação também contou com a participação da Comissão de Defesa e Assistência das Prerrogativas dos Advogados da Ordem dos Advogados do Brasil.

No final do ano passado (27/12), Rafael da Silva Lemos fugiu do Estabelecimento Penal Masculino de Regime Semiaberto e Aberto de Dourados (EPMRSA-D), durante deslocamento para consulta médica, e permanece procurado pela Justiça.

Informações sobre o paradeiro do foragido podem ser comunicadas à Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso do Sul. Os telefones são: 127 e 0800-999-2030 ou pela internet: mpms.mp.br/ouvidoria.

Last Chat, "último bate-papo", faz referência ao esperado encerramento do contato entre os integrantes presos e os demais membros da organização, a partir da atuação policial.

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