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Campo Grande, 20 de maio

Passagem de Contar pelo PL não dura um mês e ele migra para o PRTB

Na sigla ele chega como pré-candidato a governador; mudança repentina e inesperada foi anunciada na noite de quinta-feira

Por Nyelder Rodrigues
01/04/2022 • 08h25
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O deputado estadual mais votado em 2018, com 78.390 votos, Renan Contar - popularmente chamado de Capitão Contar - anunciou sua chegada ao PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, no dia 10 deste mês. Ele foi a Brasília (DF) assinar pessoalmente a ficha de filiação. Contudo, o namoro com o novo partido durou pouco tempo e ele fez uma troca inesperada.

Sem poder concretizar seu sonho de disputar o governo de Mato Grosso do Sul na nova sigla - que escolheu fazer parte da base de apoio ao pré-candidato tucano Eduardo Riedel -, Contar ficou exatos 22 dias sob o guarda-chuva do Partido Liberal.

Na noite de ontem (31) ele postou em sua rede social imagens do ato de filiação ao PRTB e explicou a mudança de sigla, que era comandada pelo paulista Levy Fidelix, que morreu e deixou a liderança para sua esposa, Aldinéa Fidelix. O vice-presidente, general Hamilton Mourão, era um dos filiados à sigla, que em Mato Grosso do Sul é chefiado por Beto Figueiró.

"Vamos ampliar e reforçar a base de apoio de Bolsonaro em Mato Grosso do Sul. Vim para o PRTB pois aqui teremos a oportunidade de continuar a construção de um projeto livre das amarras políticas", frisa Contar em vídeo postado no Facebook.

Apesar de ter perdido o vice-presidente para o Republicanos, o PRTB segue na base bolsonarista, assim como Contar, que mesmo sem o aval do líder maior da corrente de direita para ser governador, segue o apoiando. O deputado aposta que os 6,11% de preferência dos eleitores que foram às urnas em 2018, sob a onda bolsonarista, deve se repetir neste ano.

Agora, o PRTB é o sexto partido a ter um pré-candidato lançado na disputa pela sucessão de Reinaldo Azambuja em outubro. O PSDB tem o governista Eduardo Riedel, que saiu da pasta de obras ontem para a corrida eleitoral. Já o PSD terá o prefeito campo-grandense Marquinhos Trad, que vai renunciar à cadeira do Executivo neste sábado (2).

Deputada federal, Rose Modesto se filiou recentemente ao União Brasil e também visa participar do pleito, assim como o ex-governador André Puccinelli (MDB). Já o PT consta na lista com o ex-governador Zeca - que está inelegível e precisa de liminar da Justiça para conseguir derrubar a limitação - e o professor douradense Thiago Botelho.

 

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