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Campo Grande, 19 de maio

Dois advogados de MS estão em lista para escolha de novo desembargador federal

Outros quatro nomes de SP compõem a lista sêxtupla da OAB; advogado sul-mato-grossense foi o mais votado

Por Nyelder Rodrigues
05/04/2022 • 09h14
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Os advogados sul-mato-grossenses Luiz Henrique Volpe Camargo e Sandro Pissini Espindola são os dois nomes do Estado indicados na lista sêxtupla para ocupar a vaga única de desembargador federal no TRF3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região), que abrange os estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Volpe foi o nome mais votado da lista, com 27 votos. Pissini conseguiu 26. Outros quatro nomes de São Paulo também compõem a lista, entre eles Marcelo Vieira de Campos, Rita Maria Costa Dias Nolasco e Vanusa Inácio Machado. Fernando Olavo Saddi Castro também é de São Paulo, mas com habilitação suplementar em Mato Grosso do Sul.

"Todas as 27 bancadas do país escolheram o advogado Luiz Henrique Volpe Camargo para compor a lista sêxtupla", frisa o presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) sul-mato-grossense, Bitto Pereira, se referindo ainda aos números como históricos para a advocacia do Estado.

Por ora, a lista sêxtupla é formada por advogados indicados em eleição interna da OAB. Eles vão para análise do TRF3. Ali, três nomes serão selecionados e colocados em lista tríplice a ser encaminhada para o presidente Jair Bolsonaro escolher um deles.

O escolhido vai substituir a cadeira deixada vaga pela desembargadora Cecília Maria Piedra Marcondes, que se aposentou em 16 de março de 2019 - ou seja, o espaço está vago há mais de dois anos. Cecília estava na Corte desde 1998 e é natural da cidade de São Paulo.

SISTEMA FORA DO AR

Todos os serviços online do TRF3 estão fora do ar desde quarta-feira (30) passada, quando o tribunal sofreu um ataque hacker, atualmente sob investigação da Polícia Federal. Por ora, o retorno dos serviços segue indefinido, mas o trabalho para restabelecer o sistema já é feito.

"Diligências efetuadas pela Secretaria de Tecnologia da Informação do órgão possibilitaram a identificação do tipo de ataque sofrido e a definição da estratégia a ser seguida na apuração dos fatos e na restauração da infraestrutura tecnológica do Tribunal", disse a assessoria, revelando ainda que os arquivos não foram perdidos, nem dados foram furtados.

Todos os prazos processuais continuam suspensos, conforme portaria da desembargadora presidente do TRF3, Marisa Santos. Além disso, o tribunal pediu para o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) prorrogar o prazo para que odens de pagamento de sentença judiciária, ou seja, de precatórios, fosse também prorrogado. O pedido foi atendido pelo ministro Luiz Fux, presidente do CNJ.

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