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Campo Grande, 22 de fevereiro

Reviravolta no cenário político

Nem todos os pré-candidatos a prefeito de Campo Grande vão sobreviver até as convenções dos partidos 

Por Adilson Trindade, colunista CBN CG
09/02/2024 • 13h30
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O ano de 2024 começou fervendo nos bastidores com a movimentação de lideranças políticas de todas as tendências conversando sobre o processo eleitoral em Campo Grande. Portanto, nem todos os pré-candidatos a prefeito vão concorrer às eleições municipais. E algumas surpresas podem acontecer até as convenções partidárias - entre 20 de julho e 5 de agosto - com alianças inesperadas. Atuais rivais estão se unindo por projeto de poder.

Um caso já em discussão é no PT. Os caciques mais antigos não querem a deputada federal Camila Jara concorrendo à Prefeitura de Campo Grande. O ex-governador e deputado estadual Zeca do PT considera precipitada a pré-candidatura de Camila. O deputado federal Vander Loubet entende que o PT precisa sair da bolha para apoiar alguém capaz de fortalecer o projeto de reeleição do presidente Lula.

Esse alguém seria a ex-deputada federal e atual superintendente da Sudeco, Rose Modesto, do União Brasil. Mas não é só o PT que está de olho em Rose. Algumas lideranças do MDB foram sondar Rose. Só que uma ala emedebista já prefere se unir ao PSDB para apoiar a candidatura do deputado federal Beto Pereira.

Toda essa movimentação vai acabar afunilando os nomes colocados como opções para a sucessão na prefeitura da Capital. O ex-governador André Puccinelli deve jogar a toalha. Ninguém tem dúvida da dificuldade dele em levar adiante a sua pré-candidatura. Os seus adversários reconhecem o legado e o espólio eleitoral de André. Não é a toa que o ex-governador Reinaldo Azambuja, chefão do PSDB, deixou as diferenças políticas de lado para conversar com André. Ele quer essa fatia do eleitorado para Beto.

Até no PP a prefeita Adriane Lopes deixou de ser unanimidade. Até o momento, ela não conseguiu alavancar a sua pré-candidatura à reeleição. Isso está trazendo preocupação à cúpula do partido. 

Adriane espera mudar esse cenário com a provável adesão do PL. Mas tudo dependerá do ex-presidente Jair Bolsonaro que tem agenda em Campo Grande no dia 24 deste mês. A expectativa é de Bolsonaro pedir ao PL para se aliar ao PP por falta de condição do seu partido lançar um nome competitivo para prefeito.

Clique abaixo e assista a coluna Política em Destaque desta sesta-feira (9):

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