RÁDIOS
Campo Grande, 16 de junho

Taxa de ocupação cai em Mato Grosso do Sul

Apesar da queda, estado tem uma das menores desocupações do Brasil

Por Mateus Adriano
17/05/2024 • 16h00
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O primeiro trimestre de 2024 foi de preocupação para milhares de pessoas que perderam o emprego. A taxa de ocupação no estado caiu 3,4% em relação ao último trimestre do ano passado. O setor mais atingido foi a indústria, que teve 18 mil funcionários a menos.

A consequência é o aumento da taxa de desocupação, que chegou a 5%. Apesar disso, Mato Grosso do Sul segue entre os estados brasileiros com a menor taxa, atrás apenas de Rondônia (3,7%), Mato Grosso (3,7%), Santa Catarina (3,8%) e Paraná (4,8%).

Em Campo Grande, a desocupação também cresceu em relação ao trimestre passado, saindo de 2,6 para 4,4%. Mas a cidade segue sendo a capital com o menor índice do Brasil.

Outro dado que chama atenção, na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), divulgada pelo Insituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é o índice que mede o trabalho informal. Com 33%, Mato Grosso do Sul é 6º estado do país com menos trabalhadores informais, ou seja, os empregados que não possuem carteira de trabalho assinada, ou aqueles que empreendem, mas não possuem CNPJ. 

Matheus começou o negócio em 2019 e hoje vive das vendas da "Bala Bakana"

Matheus Henrique esteve por 5 anos nessa situação. O jovem começou a vender balas baianas, ou "Bakanas" como ele chama, para completar a renda durante a faculdade. O negócio deu certo e hoje ele vive das vendas e ainda ajuda na renda da mãe. Matheus decidiu se tornar um Micro Empreendedor Individual (MEI) e não se arrepende da escolha. 

"Vale a pena. A gente tem as garantias de aposentadoria e seguros. E melhorou também pela questão da credibilidade. Quando a pessoa vê que você tem CNPJ, ela dá uma confiança maior para o trabalho”.

O rendimento médio dos sul-mato-grossenses, considerando todos os trabalhos, está em R$3.284,00 e é considerado estável.
 

 

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