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Campo Grande, 22 de abril

Vereador da Capital é preso durante operação do MP contra corrupção

Claudinho Serra é suspeito de integrar organização criminosa que fraudava licitações em Sidrolândia. Parlamentar é genro da prefeita e foi secretário municipal

Por Fernando de Carvalho e Gerson Wassouf
03/04/2024 • 12h30
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O vereador de Campo Grande, Claudinho Serra (PSDB), foi preso na manhã desta quarta-feira (3) em uma nova fase da Operação Tromper, deflagrada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS). A ação está cumprindo oito mandados de prisão e 28 de busca e apreensão na Capital e no município de Sidrolândia.

As investigações, conduzidas pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), confirmaram a existência de uma organização criminosa que atuava na fraude de licitações e contratos administrativos com a Prefeitura Municipal de Sidrolândia. A organização teria pago propina a agentes públicos municipais para garantir a execução dos contratos fraudulentos.

Conforme o MPMS, nesta fase da operação, foi identificada uma nova ramificação da organização criminosa, atuante na área de engenharia e pavimentação asfáltica no município. Os contratos, já mapeados e que são objeto da investigação, somam aproximadamente R$ 15 milhões.

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Entre abril e dezembro de 2021, Claudinho foi diretor-presidente da Fundação Municipal de Esportes ( Funesp). Logo após, ele assumiu a secretaria municipal de Fazenda, Tributação e Gestão Estratégica de Sidrolândia. Claudinho é genro da prefeita de Sidrolândia, Vanda Camilo (PP).

Nas eleições de 2020, Claudinho concorreu a uma vaga na Câmara de Vereadores de Campo Grande e recebeu 3.616 votos, ficando como suplente. Em maio de 2023 deixou o cargo na prefeitura de Sidrolândia para assumir o mandato na Capital, devido à licença do cargo do vereador Prof. João Rocha.

Em nota oficial, a Prefeitura Municipal de Sidrolândia informou que está acompanhando o andamento da operação e que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações, fornecendo todas as informações e documentos solicitados. A administração municipal também reiterou seu compromisso com a transparência e a lisura dos atos públicos.

A defesa do vereador, o advogado Jeferson Borges Junior, informou à nossa reportagem que acompanhou os procedimentos realizados pelo Ministério Público nesta manhã e que não iria se manifestar a respeito das acusações contra o cliente porque ainda não teve acesso ao processo que está sob segredo de Justiça.

Sobre a prisão de Claudinho, o vereador disse que "não vemos necessidade para manter preso, preventivamente, uma pessoa tal como Cláudio Serra, primário, com residência fixa e ocupação lícita, sem qualquer antecedente criminal e que sequer foi intimado para ser ouvido na investigação, ainda mais se tratando de uma investigação de um suposto crime sem violência e grave ameaça", respondeu Borges Júnior.

Já a Câmara Municipal de Campo Grande informou que ainda não foi notificada oficialmente pelas autoridades competentes e irá se pronunciar acerca da prisão do vereador após a notificação.

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