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É preciso mobilizar

Leia o Editorial da edição do Jornal do Povo deste sábado (25)

Por Redação
25/09/2021 • 07h11
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As forças vivas, o empresariado, os clubes de serviços, sindicatos patronais e de empregados e demais lideranças e entidades representativas de Três Lagoas e região, tardam em se mobilizar para reivindicar e até exigir a privatização ou a duplicação pura e simples da BR 262. Soa como desculpa esfarrapada a informação de que não há tráfego por essa rodovia em número suficiente de veículos para se cobrar pedágio, visando o ressarcimento pela implantação de benfeitorias por empresa da iniciativa privada e garantia de rentabilidade do empreendimento. É fantástico e ninguém desconhece o quanto é intenso e perigoso o tráfego de veículos de grande porte na BR 262 entre Três Lagoas – Campo Grande e Corumbá.

O perigo é permanente considerando que veículos de pequeno e médio porte estão à mercê de condutores irresponsáveis quando forçam ultrapassagem em lombadas e sequer titubeiam em mandar para o acostamento quem quer se salvar de uma colisão de consequências inimagináveis. A fiscalização pela Polícia Rodoviária Federal se dá apenas nos postos de Três Lagoas e de Água Clara, portanto, é precária. Sequer há patrulhas volantes fiscalizando o trânsito intenso e as barbaridades cometidas por motoristas irresponsáveis. Ninguém desconhece que ano após ano cresce a quantidade de veículos transitando na rodovia.

O governo federal alega que a prioridade é a recomposição da malha ferroviária da antiga NOB para o escoamento da produção regional, seja madeira, minério, assim como de outros produtos destinados ou originários do comércio ou do agronegócio. E, reparos e obras de restauração estão sendo executados, inclusive com a implantação de terceiras pistas. Outra meia verdade – se é que existe verdade pela metade. As terceiras pistas nada mais são que um artifício decorrente da supressão de áreas de acostamento com a finalidade de se diminuir o fluxo do trânsito de veículos pesados, os quais estrangulam determinados pontos de subida impedindo a passagens de veículos leves. Essa alardeada terceira pista nada mais é do que a supressão de acostamentos, os quais são transformados em área de rolagem de veículos com base reforçada. Essa é a verdade nua crua.

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O fato é que o trânsito intenso de veículos de todos os portes,  transformam dia após dia a estrada numa roleta russa. Ao motorista só resta dar graças quando chega vivo, são e salvo ao final ao seu destino. A construção da fábrica de celulose em Ribas do Rio Pardo, sem dúvida, já registra o aumento de caminhões. E quando concluída, aumentará o trânsito  de mais caminhões transportando eucalipto, assim como com a celulose pronta para chegar ao porto de Santos.

O perigo e o acidente espreita qualquer motorista que se aventura ir para Campo Grande ou vir à Três Lagoas. Todas às vezes que se entrevista sobre este assunto qualquer autoridade governamental vem uma enxurrada de informações amanhecidas e repetidas. Diante desta situação crítica, somente um movimento de lideranças comprometidas com o desenvolvimento regional poderá surtir efeitos mais concretos para se alcançar resultados e a duplicação da BR 262 entre Três Lagoas Campo Grande – Corumbá.

Enquanto estas vozes não se erguerem e dizerem que é preciso melhorar  e muito essa rodovia, ficaremos à mercê do perigo e da morte, que infelicitará famílias e manchará com sangue os que teimam não encontrar a solução que está à vista de todos. Temos que mobilizar o poder político do Estado – congressistas e integrantes dos Poder Executivo para que a União se mexa, destine recursos financneiros e determine as providências que se impõem. 

 

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